Bebê que nasceu com 6,5 kg em Colatina luta para recuperar movimento do braço lesionado durante parto no Hospital São José

Alderico Santos, que ficou cinco minutos sem respirar e passou dez dias na UTI neonatal, faz fisioterapia duas vezes por semana, mas ainda não responde aos estímulos

O pequeno Alderico Santos, conhecido como o “bebê gigante de Colatina”, nasceu com 6,5 kg e 55 centímetros no dia 9 de agosto, no Hospital São José, e desde então trava uma batalha pela recuperação do movimento do braço esquerdo, lesionado durante o parto.
Agora com dois meses de vida, Alderico já pesa quase 10 kg, mas continua sem conseguir movimentar o membro afetado.

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Segundo o pai, Alberico Santos, de 57 anos, o filho faz fisioterapia duas vezes por semana, mas ainda não apresenta reação aos exercícios.

“Ele faz fisioterapia duas vezes por semana. A fisioterapeuta faz a sessão, mas ele não responde. A única coisa que ele faz é chorar demais quando chega em casa”, contou o lavrador.

Lesão grave e complicações no parto

Alderico nasceu de parto normal, mesmo após o médico do pré-natal ter recomendado cesariana por causa do tamanho do bebê.
Durante o procedimento, ele sofreu um deslocamento no ombro e uma lesão no plexo braquial — conjunto de nervos responsáveis pelos movimentos do braço e da mão.
O recém-nascido também ficou cinco minutos sem respirar e precisou ser entubado, passando dez dias internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).

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A mãe, Ariane Borges Vieira, de 39 anos, também enfrentou complicações graves.
Ela teve hemorragia e precisou levar 55 pontos após o parto. Ariane é mãe de nove filhos e contou que nunca havia passado por um parto tão difícil.

“O meu caçula antes do Alderico não tinha nem 3 kg”, lembrou.

Sesa investiga conduta hospitalar

A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) instaurou uma auditoria para investigar as condições do parto e os procedimentos adotados pela equipe médica do Hospital São José.
Em nota, a secretaria informou que determinou “apuração imediata e minuciosa do caso”, considerando a gravidade das lesões na mãe e no bebê.

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O caso gerou grande repercussão em Colatina e reacendeu o debate sobre a conduta médica em partos de alto risco, especialmente em situações em que há indicação prévia para cesariana.
Enquanto a investigação segue, a família mantém a esperança de que Alderico recupere os movimentos do braço com o avanço do tratamento fisioterapêutico.

O Portal ES Fala deixa espaço aberto para manifestação do Hospital São José e da Secretaria Estadual de Saúde sobre o caso. Assim que houver novos desdobramentos, a matéria será atualizada.

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