Famílias das regiões Norte e Noroeste do Espírito Santo, também poderão solicitar empréstimos entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para reformar suas casas. A medida faz parte do novo programa de melhorias habitacionais do governo federal, que integra o Minha Casa, Minha Vida, e deve começar a funcionar ainda no final de outubro.
Os empréstimos serão financiados com recursos do Fundo Social, que tem orçamento de R$ 30 bilhões, e serão operacionalizados pela Caixa Econômica Federal. A taxa de juros será a partir de 1,17% ao mês, com parcelas limitadas a 25% da renda familiar.
A linha de crédito é voltada para famílias com renda mensal de até R$ 9.600.
Os valores poderão ser usados para compra de materiais de construção, pagamento de mão de obra (como pedreiros, eletricistas e pintores), além da elaboração de projetos e acompanhamento técnico das obras.
Os imóveis devem ser de uso residencial ou misto, localizados em áreas urbanas de capitais ou municípios com mais de 300 mil habitantes, ou em arranjos populacionais integrados — conjuntos de cidades que somam mais de 300 mil moradores.
No Espírito Santo, isso inclui municípios como Colatina, Linhares e São Mateus, que se enquadram nos critérios populacionais e econômicos do programa.
Segundo o governo federal, o programa está dividido em duas faixas:
- Faixa 1: renda familiar de até R$ 3.200, com juros de 1,17% ao mês;
- Faixa 2: renda familiar entre R$ 3.200,01 e R$ 9.600, com juros de 1,95% ao mês;
- Prazo de pagamento: de 24 a 60 meses;
- Limite do valor financiado: até R$ 30 mil;
- Garantia: parcial do Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab) para famílias da Faixa 1.
Para solicitar o crédito, será necessário apresentar comprovante de renda, documentação do imóvel e um projeto básico da reforma. A Caixa fará a análise da viabilidade e acompanhará a execução da obra.
O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que a nova linha de crédito amplia o alcance do programa habitacional e atende uma demanda antiga.
“Com o programa de reformas, trabalhamos em outra frente: ajudando as famílias a ampliarem e melhorarem suas casas”, disse o ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia antecipado a proposta ainda em março, destacando que o objetivo é permitir que famílias de baixa renda façam “um puxadinho, um banheiro, um quartinho a mais para a filha ou alguma melhoria na garagem”.
Caixa volta a financiar 80% do valor dos imóveis
Outra medida anunciada é a retomada do financiamento de até 80% do valor de imóveis residenciais pela Caixa Econômica Federal.
O limite anterior era de 70%, em vigor desde novembro de 2024.
Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira Fernandes, a mudança deve estimular a compra de imóveis novos e usados, especialmente por famílias da classe média.
“As novas regras vão facilitar o acesso ao crédito e impulsionar o setor da construção civil”, afirmou Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa.
O financiamento de 80% valerá para imóveis adquiridos pelo Sistema de Amortização Constante (SAC) — modelo em que as parcelas diminuem ao longo dos anos. Já na tabela Price, com parcelas fixas, o limite continuará em 70%.
O governo federal também aumentou o valor máximo dos imóveis financiados com uso do FGTS, passando de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
A nova faixa atende famílias com renda acima de R$ 12 mil, que até agora não tinham acesso a crédito habitacional subsidiado.
Segundo o ministro Jader Filho, as mudanças devem permitir à Caixa financiar até 80 mil novos imóveis nos próximos meses, ampliando o acesso à moradia digna em várias regiões do país.
O presidente da Ademi-ES, Alexandre Schubert, destacou que o programa vai estimular o mercado imobiliário e beneficiar milhares de famílias.
“Com o crédito, as famílias poderão melhorar suas casas e valorizar seus imóveis. Isso gera emprego, movimenta o comércio e fortalece a economia local”, afirmou Schubert.
Para o Sinduscon-ES, o incentivo ao financiamento habitacional com recursos da poupança e do FGTS trará impactos positivos diretos nas cidades do Norte e Noroeste capixaba, onde há grande demanda por habitação popular e crédito acessível.















