As estatísticas mais recentes do Observatório da Segurança Pública do Espírito Santo mostram que Colatina está entre os municípios do interior capixaba com maior número de furtos e roubos em vias públicas neste ano.
Entre janeiro e setembro, foram 171 ocorrências registradas, sendo o Centro o bairro mais afetado, com 83 casos, seguido de Colatina Velha, com 39 registros.
O levantamento considera furtos (quando não há uso de violência) e roubos (quando a vítima é abordada com ameaça ou agressão). A análise aponta que a maior parte desses crimes ocorre entre 18h e 22h, faixa de horário em que há maior circulação de pessoas nas ruas e pontos comerciais.
Em todo o Espírito Santo, os dados mostram 9.185 casos de furtos e roubos em via pública nos nove primeiros meses de 2025 — o que significa, em média, 34 vítimas por dia.
O número total representa uma queda de 16,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, que teve 11.003 registros.
Por outro lado, o relatório revela um aumento de 2,6% nos casos de furto, mesmo com a redução geral.
Entre as cidades do interior, Colatina aparece ao lado de Linhares, Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus como um dos municípios com maior concentração de ocorrências.
Em Linhares, por exemplo, foram 310 casos, com destaque para os bairros Centro (56) e Interlagos (40). Já Cachoeiro de Itapemirim registrou 213 crimes, e São Mateus, 172 — principalmente em Guriri (37) e no Centro (36).
De acordo com o Observatório, a maior parte dos crimes acontece no início da noite, entre 18h e 22h, período em que pedestres voltam do trabalho e o comércio ainda está aberto. Há também um aumento de casos por volta das 5h da manhã, quando muitas pessoas saem para trabalhar.
Os meses de março, janeiro e junho foram os que registraram mais ocorrências no Espírito Santo, com 1.447, 1.204 e 1.003 casos, respectivamente.
Em Colatina, comerciantes e moradores do Centro relatam preocupação com furtos recorrentes, especialmente de celulares, bolsas e bicicletas. “A gente vê movimento da polícia, mas os ladrões agem rápido, principalmente à noite. O medo é constante”, contou um morador da região central.
ES FALA: imagem crédito redes sociais















