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Sesa inclui pacientes oncológicos entre suspeitos de infecção misteriosa no Hospital Santa Rita, em Vitória

Boletim atualizado nesta terça-feira (28) aponta 69 casos em análise; nova paciente internada na UTI está entre os possíveis infectados

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Sesa inclui pacientes oncológicos entre suspeitos de infecção misteriosa no Hospital Santa Rita, em Vitória

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta terça-feira (28) um novo boletim sobre a infecção de origem ainda desconhecida que começou no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória. Pela primeira vez, pacientes atendidos na ala oncológica entre 20 de setembro e 22 de outubro aparecem na lista de pessoas com suspeita de terem contraído a doença.

O relatório indica 69 ocorrências em apuração, envolvendo 46 colaboradores, nove acompanhantes de oito pacientes e seis registros sem informações detalhadas sobre o grupo de origem. Esses dados não representam novos casos, mas correspondem a pessoas que apresentam sintomas específicos e estiveram na área onde a infecção pode ter começado dentro do período monitorado.

A Sesa detalhou dois quadros clínicos usados para definir casos suspeitos:

Quadro 1

  • Febre;
  • Alterações em exames de raio-X de tórax;
  • Pelo menos um sintoma adicional: tosse, dor muscular ou dor de cabeça.

Quadro 2

  • Febre;
  • Pelo menos dois sintomas: tosse, dor muscular ou dor de cabeça.

O boletim mostra que o número de possíveis infectados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) passou de quatro para cinco, com a inclusão de uma paciente oncológica.
Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e enfermarias, o total de pessoas em observação subiu de 10 para 16.

A Sesa ressaltou que o aumento no número de notificações se deve a novos critérios de classificação do Ministério da Saúde, e não ao surgimento de novos casos. Na segunda-feira (27), o relatório trazia 34 colaboradores e sete acompanhantes em análise.

Esclarecimento da Sesa

O secretário de Estado da Saúde, Tyago Ribeiro Hoffmann, explicou que não há novos casos confirmados nem indícios de contaminação após o período investigado.

“Emitimos uma nota técnica para todos os serviços de saúde capixabas explicando que a pessoa só entra como suspeita da doença se, primeiramente, tiver passado pelo Santa Rita. Precisa também ter estado no epicentro, dentro do período dos últimos trinta dias e apresentar os sintomas que estão sendo avaliados. Nesse momento, obrigatoriamente, a unidade de saúde notifica o Estado. Então, é normal que nesses primeiros dias tenhamos aumento no número de casos suspeitos”, esclareceu Hoffmann.

As causas da contaminação continuam sendo investigadas. A principal hipótese é de que a origem seja ambiental, com possível contaminação da água ou do sistema de ar-condicionado.

Cerca de 300 patógenos — entre vírus, bactérias e fungos — estão sendo analisados no Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

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