Na manhã desta quarta‐feira (5), a Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou a terceira fase da operação denominada Operação “Fim da Linha”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, que se autodenomina “Tropa da França” e possui vínculo com o Comando Vermelho. A ação teve como base principal o município de Fundão, mas foram cumpridos mandados de prisão e busca também em Colatina e em outros municípios regionais.
Detalhes da operação
- Foram expedidos 35 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão contra integrantes da facção.
- Até o momento confirmado, 20 suspeitos foram presos.
- A operação mobilizou 79 policiais civis e 16 policiais militares.
- O apoio incluiu unidades especializadas como as Divisões de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra e Vila Velha, a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), o 5º Batalhão da PMES e o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).
Foco em Colatina
Embora o núcleo principal da investigação seja em Fundão, a inclusão de Colatina como alvo da ofensiva policial reforça que a organização criminosa estendia suas ramificações até o interior norte‐capixaba. A presença de mandados em Colatina indica que a cidade entrou no radar da força‐tarefa como ponto de atuação ou refúgio da facção.
Para a população de Colatina, a operação representa uma resposta concreta das autoridades ao tráfico que vinha se organizando além da região metropolitana, e sinaliza que o combate ao crime também alcança o interior.
O superintendente da Polícia Regional Norte, delegado Fabrício Dutra, afirmou que a operação “atinge toda a hierarquia criminosa do tráfico de drogas na região”, desde os “vapores” (que vendem no varejo) até os chefes e o líder da organização.
O titular da Delegacia de Polícia de Fundão, delegado Leandro Sperandio, relatou que a investigação durou cerca de oito meses e detalhou que a facção, além do tráfico, tinha ordens para atacar agentes públicos e cometer denúncias fraudulentas.
O que esperar a seguir
- A operação segue em andamento — ainda restam suspeitos a serem localizados e presos.
- Em Colatina, espera‐se que delegacias e polícias locais reforcem o monitoramento de áreas de risco, possíveis elos da organização e residências usadas como suporte.
- A ação também pode desencadear maior visibilidade no interior sobre a necessidade de cooperação entre segurança pública, sociedade civil e município para prevenção do tráfico.














