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Vereadores de Vitória criticam Sergio Meneguelli e chamam projeto de candidatura ao Senado de “estelionato eleitoral”

Vereador de Vitória intensifica críticas a Meneguelli e a Paulo Hartung, citando denúncia antiga e acusando ex-governador de usar o ex-prefeito de Colatina como “cavalo de troia”

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Vereadores de Vitória criticam Sergio Meneguelli e chamam projeto de candidatura ao Senado de “estelionato eleitoral”

O debate sobre a possível candidatura do deputado estadual Sergio Meneguelli (Republicanos) ao Senado em 2026, com apoio do ex-governador Paulo Hartung (PSD), voltou ao centro das discussões políticas capixabas. O tema foi novamente abordado pelo vereador de Vitória Armandinho Fontoura (PL) durante sessão da Câmara Municipal nesta terça-feira (11), em um discurso repleto de ataques ao ex-prefeito de Colatina.

Armandinho classificou o projeto político de Meneguelli como um “estelionato eleitoral” e resgatou uma denúncia de apropriação indevida de recursos públicos datada do ano 2000, período em que o parlamentar exercia mandato de vereador em Colatina. “O mesmo Paulo Hartung que criticava a Era Gratz quer lançar Meneguelli, que recebeu R$ 5 mil da Assembleia e foi denunciado pelo Ministério Público”, afirmou o vereador, chamando o deputado de “filhote de Gratz”, “retrocesso” e “fanfarrão”.

Segundo Armandinho, a suposta movimentação de Hartung tem o objetivo de enfraquecer adversários políticos, como o governador Renato Casagrande (PSB) e o senador Ricardo Ferraço (MDB). Ele ainda afirmou que a estratégia seria colocar Meneguelli como um “cavalo de troia” para dividir o eleitorado de direita, atingindo nomes como Magno Malta (PL), Leonardo Monjardim (Novo) e Euclério Sampaio (MDB), prefeito de Cariacica.

As críticas ganharam reforço do também vereador Dárcio Bracarense (PL), aliado de Armandinho. Ele ironizou o perfil popular do deputado, dizendo que “a Assembleia não é casa de caridade, e o Senado também não”. Em tom ácido, comentou que Meneguelli “se apresenta de forma doce, educada, que vai cuidar do jardinzinho, mas deixa a desejar como parlamentar”.

Dárcio acrescentou ainda que o deputado “nunca apresentou nada relevante em prol do Espírito Santo ou de Colatina” e o acusou de fugir de temas espinhosos, citando a votação do aumento do ICMS: “Quando foi para aumentar o imposto, correu para o banheiro”, ironizou.

A artilharia política, portanto, foi direcionada com força antes mesmo de Meneguelli consolidar oficialmente sua pré-candidatura. Bastou a aproximação com Paulo Hartung para que a movimentação ganhasse contornos de disputa antecipada — e críticas afiadas entre representantes da direita capixaba.

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