Familiares de um morador de Colatina, de 90 anos, denunciam o que classificam como uma situação grave na rede pública de saúde do município. Segundo a filha do paciente, Luziane, que procurou a redação do ES FALA, o idoso — que é acamado e possui diversas comorbidades — enfrentou dias de dor, sangramento e falta de assistência adequada após um procedimento realizado no Pronto Atendimento de São Silvano.
De acordo com a família, o idoso foi levado ao PA por apresentar problemas de saúde e, após avaliação médica, foi realizada a passagem de uma sonda urinária. Ele foi liberado no dia seguinte para retornar para casa.
Com o passar dos dias, porém, seu quadro se agravou. O paciente começou a sentir dores intensas e apresentou sangramento no canal urinário. Enfermeiras do bairro chegaram a realizar procedimentos emergenciais para tentar aliviar o sofrimento.
Diante da piora, uma médica comunitária visitou o idoso em casa e emitiu um laudo recomendando atendimento urgente por um urologista. A família retornou ao PA de São Silvano, onde passou o dia inteiro aguardando um especialista, sem sucesso.
Após as 19 horas, o idoso foi encaminhado para o Hospital Rio Doce, em Linhares. Ao chegar na unidade, a filha relata ter ouvido uma observação que a deixou pensativa:
“O médico perguntou: ‘Gente, vir de Colatina só para passar uma sonda?’”, relatou.
De volta a Colatina, já de madrugada, a família buscou atendimento no Hospital São José, onde finalmente o idoso — que também possui problemas cardíacos — conseguiu ser internado. Ele permanece sob cuidados médicos.
A filha, emocionada, fez um apelo:
“Eu estou entrando em contato com o ES FALA para deixar a minha indignação. Meu pai sofreu após colocarem a sonda no PA de São Silvano. Ele sangrou, sentiu dor, e nós sofremos junto. Ele tem família. Que possam trabalhar com mais amor e carinho.”
A nossa reportagem entrou em contato com o setor de comunicação da Prefeitura de Colatina há mais de 24 horas, dando a oportunidade para que a administração apresentasse sua versão sobre o caso. No entanto, até o momento da publicação desta matéria, nenhuma resposta foi enviada.














