A nova lista dos criminosos mais procurados do Brasil, divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, colocou no foco nacional um nome conhecido das forças de segurança do Norte e Noroeste do Espírito Santo: Bryan Lyrio Deolindo, apontado como traficante com atuação em Colatina e cidades vizinhas. Ele agora integra o grupo de 216 foragidos de alta periculosidade monitorados pelo Programa Captura, plataforma lançada pelo governo federal no site gov.br/captura.
Bryan possui mais de dez mandados de prisão por crimes como homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele está foragido desde 2021, quando conseguiu escapar da Penitenciária Estadual de Vila Velha (PEVV). Desde então, as investigações indicam que o criminoso se refugiou no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro — região que se tornou abrigo frequente de foragidos de diversos estados.
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Três capixabas estão entre os mais procurados do Brasil/Redes sociais
O traficante também é associado a uma das maiores apreensões recentes do Espírito Santo: os 550 quilos de cocaína encontrados em um bunker em Ponta da Fruta, em outubro de 2024. A descoberta expôs a conexão entre criminosos capixabas e o tráfico interestadual, reforçando a importância da captura de Bryan para a desarticulação dessas redes.
Outros dois capixabas entraram na lista nacional
Além de Bryan, mais dois criminosos do Espírito Santo integram a lista dos mais procurados:
- Cássio Lorencini Martins, o Cassinho: investigado por homicídio e apontado como um dos envolvidos na morte de Fernando Cabeção, liderança do tráfico em Guaranhuns, Vila Velha. Fernando era citado como intermediário no assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, em 2003. Cassinho também teria fugido para o Complexo da Maré.
- Bruno Gomes Faria, o Bruno Vera: teria assumido o comando do braço do TCP (Terceiro Comando Puro) no Espírito Santo após a prisão dos Irmãos Vera. Responde por homicídios, tráfico de drogas, extorsão de empresários e corrupção de menores.
Programa Captura promete integração e apoio às polícias estaduais
O Ministério da Justiça informou que cada estado selecionou oito nomes prioritários, seguindo critérios como gravidade dos crimes, risco à população e vínculo com facções. A plataforma gov.br/captura facilita o compartilhamento de dados entre forças de segurança e permite participação da população por meio de denúncias anônimas nos números 190 e 197.
Uma célula operacional será instalada no Rio de Janeiro, para acelerar a localização de foragidos que utilizam o estado como esconderijo — caso de Bryan e Cassinho. A unidade deve atuar diretamente em apoio às polícias estaduais.
Bryan, que deixou rastro de violência e atuação criminosa em municípios como Colatina, Pancas, Marilândia e Baixo Guandu, segue sendo considerado um dos criminosos mais perigosos e influentes da região.














