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Golpe do falso advogado volta a preocupar no Espírito Santo e professora orienta como evitar fraudes jurídicas

Quadrilha oferecia até “curso para treinar criminosos”, segundo investigação; especialista explica sinais de alerta e cuidados essenciais

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Golpe do falso advogado volta a preocupar no Espírito Santo e professora orienta como evitar fraudes jurídicas

Na última terça-feira (09), a Polícia Civil do Espírito Santo divulgou detalhes sobre a quadrilha responsável pelo chamado golpe do falso advogado, que chegou a oferecer um “curso” para treinar criminosos na execução do crime. Com isso, cresce a necessidade de orientação à população sobre como identificar mensagens fraudulentas que imitam o contato de profissionais do ramo do Direito.

Segundo a investigação divulgada pela imprensa, os golpistas utilizavam fotos reais de advogados, afirmavam que o profissional havia mudado de número e informavam às vítimas que elas teriam ganhado uma causa judicial, exigindo o pagamento antecipado de supostos custos. Houve prejuízos de até R$ 10 mil no caso de uma das vítimas em questão.

Para a advogada e professora do curso de Direito da Estácio, Aline Vasconcellos do Valle, o golpe se apoia principalmente no desconhecimento das pessoas sobre o funcionamento dos processos judiciais e na intensificação de crimes de engenharia social.

Não é comum que advogados utilizem canais informais como o WhatsApp para solicitar depósitos urgentes e antecipados com o intuito de liberar valores já reconhecidos em juízo. Esse tipo de abordagem não é compatível com a praxe profissional idônea e deve acender um alerta imediato no cliente,” afirma Aline.

A docente diz que decisões judiciais não são informadas por mensagens instantâneas, mas sim registradas em sistemas oficiais dos tribunais. “Sempre que houver dúvida, a pessoa deve consultar a movimentação processual diretamente no site do tribunal ou entrar em contato com o advogado pelo número já conhecido. Mudanças repentinas de contato, especialmente pedindo valores, são indícios claros de fraude,” explica.

Como evitar cair no golpe, segundo a especialista

Aline lista três orientações simples que ajudam a prevenir prejuízos:

  • Consultar a movimentação processual diretamente no site oficial do tribunal (com o número do processo em mãos);
  • Entrar em contato com o advogado ou escritório apenas pelo número de telefone fixo, celular informado no contrato de serviços advocatícios ou e-mail já conhecido e validado;
  • Desconfiar de qualquer mudança repentina de contato que venha acompanhada de um pedido de transferência de valores. Além disso, diante da crescente realidade de golpes que afetam escritórios de advocacia e seus clientes, é indicado que os contratos de serviços advocatícios tenham cláusula sobre o assunto, indicando os únicos meios de contato idôneos para tratativas com o escritório, além de informação ampla aos clientes sobre a existência desses golpes.

Segundo a professora, golpes que envolvem a promessa de liberação rápida de valores geralmente exploram a urgência emocional. “O criminoso tenta criar uma sensação de pressa para que a pessoa não verifique a informação. Sempre que possível, pare, questione e confirme. Isso evitará prejuízos financeiros significativos,” orienta.

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