Moradores do bairro Columbia estão há três dias sem água e cobram respostas em Colatina

Falta de abastecimento afeta famílias, crianças e idosos; comunidade fala em violação de direitos e exige providências imediatas

Moradores do bairro Columbia, em Colatina, enfrentam três dias consecutivos sem abastecimento de água, situação que tem provocado revolta e mobilização da comunidade. Segundo relatos, a falta d’água impede tarefas básicas do dia a dia, como cozinhar, tomar banho, lavar roupas e cuidar de crianças, idosos e pessoas doentes.

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Para os moradores, o cenário ultrapassa o transtorno e atinge a dignidade humana. “Água é um direito básico, não um favor. Ficarmos dias sem abastecimento é desumano”, desabafa um morador.

Comunidade cobra respeito e transparência

O presidente da Associação de Moradores do bairro Columbia, Jeferson, afirma que vive a mesma realidade da população e classifica a situação como grave. “Não falo apenas como presidente da associação, mas como cidadão. São três dias sem água em casa. Isso afeta a saúde, a dignidade e o mínimo necessário para uma vida decente”, declarou.

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Segundo ele, a comunidade quer celeridade na solução, mas também transparência e comunicação clara. “Pagamos nossas contas todos os meses. É um serviço essencial e precisa ser prestado de forma contínua e eficiente”, reforçou.

Os moradores lembram que a legislação brasileira garante o acesso à água como direito fundamental. A Lei nº 11.445/2007, que trata do saneamento básico, assegura a prestação contínua dos serviços, enquanto o Código de Defesa do Consumidor, no artigo 22, determina que serviços essenciais devem ser adequados, eficientes e contínuos. A própria Constituição Federal coloca a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos do Estado.

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“Como famílias com crianças, idosos e doentes podem simplesmente esperar, sem qualquer resposta clara? Onde está o plano de contingência?”, questiona o presidente da associação.

Exigências da população

Diante do impasse, os moradores do Columbia afirmam que não buscam confronto, mas cobrança legítima. Entre as principais reivindicações estão:

  • Normalização imediata do abastecimento de água;
  • Explicações claras sobre o que causou a interrupção;
  • Informação concreta sobre prazos;
  • Medidas emergenciais para evitar que a população fique desassistida.

“O Columbia está indignado, e com razão. Queremos respeito, respostas e água nas torneiras”, conclui Jeferson.

A comunidade segue mobilizada e aguarda um posicionamento oficial e soluções efetivas para o problema.

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