Calor extremo e falta d’água revoltam moradores em bairros de Baixo Guandu

São José, Santa Mônica e Vila Kennedy enfrentam até dez dias sem abastecimento regular; problema se repete no fim de ano, relatam moradores

Não bastasse o calor intenso que atinge diversas cidades do Espírito Santo, moradores dos bairros São José, Santa Mônica e Vila Kennedy, em Baixo Guandu, enfrentam também um problema recorrente e cada vez mais crítico: a falta d’água, que já dura pelo menos dez dias.

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Segundo relatos enviados ao Portal de Notícias ES FALA, há moradores que passam o dia inteiro sem qualquer abastecimento. Quando a água retorna, geralmente à noite, o volume é insuficiente até mesmo para atender necessidades básicas, como higiene pessoal e preparo de alimentos. “A água chega fraca, não enche nem a caixa. Isso acontece todo fim de ano e ninguém resolve”, reclamou um morador.

A situação, segundo os próprios moradores, não é novidade. Todos os anos, especialmente no período de festas e de altas temperaturas, o desabastecimento volta a afetar os mesmos bairros, levantando questionamentos sobre a capacidade do sistema de atender à demanda e a ausência de soluções estruturais definitivas.

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O que diz o SAAE

Em nota, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Baixo Guandu informou que as intercorrências no sistema de abastecimento estão relacionadas ao aumento excepcional do consumo, provocado pela onda de calor que atinge a região.

De acordo com o órgão, o consumo elevado e simultâneo faz com que os reservatórios demorem mais tempo para atingir níveis adequados, impactando principalmente as áreas mais altas e mais distantes do Centro da cidade — caso dos bairros afetados.

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O SAAE afirmou ainda que a previsão de conclusão dos trabalhos para normalização do abastecimento seria ontem, terça-feira (30).

Apesar da explicação, moradores questionam por que o problema se repete ano após ano, sem investimentos suficientes para evitar que famílias fiquem dias sem água justamente nos períodos mais quentes do ano. Para quem vive a rotina do desabastecimento, a justificativa já não convence.

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