Comunidade: abandono de lote particular próximo ao Centro de Colatina expõe moradores a riscos e insegurança

Área sem limpeza, próximo de um supermercado virou ponto de uso de drogas, atos obscenos e gera medo, especialmente para mulheres que circulam à noite

Um lote particular abandonado, localizado na Rua Advalter Ribeiro Soares, nas proximidades do Supermercado Três Irmãos, tem se tornado motivo de preocupação crescente para moradores e pessoas que circulam pela região central de Colatina. A ausência de limpeza, manutenção e fiscalização transformou o espaço em um ponto de risco social e de insegurança.

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De acordo com relatos recebidos pelo Portal de Notícias ES FALA, o lote, que é de propriedade particular, passou a ser ocupado com frequência por usuários de drogas e pessoas em situação de rua. Moradores afirmam que o local também tem sido usado para a prática de atos obscenos em plena área urbana, agravando o sentimento de medo e abandono.

A situação se torna ainda mais delicada à noite. Pessoas que deixam missas e celebrações religiosas em igrejas próximas relatam que evitam passar pelo entorno do lote após o anoitecer. Mulheres, em especial, dizem se sentir vulneráveis diante da falta de iluminação, do mato alto e da movimentação suspeita no local.

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Lote particular é motivo de preocupação em Colatina/Leitor

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“É um terreno largado, escuro, sem nenhuma condição. A gente sai da missa à noite e fica com medo de passar por ali, principalmente as mulheres”, relatou uma moradora da região.

Lote privado, problema público

Embora o terreno seja particular, o impacto do abandono é coletivo. O acúmulo de lixo, a vegetação alta e a ausência de qualquer tipo de controle criam um ambiente propício para situações de risco, afetando diretamente a segurança, o comércio e a mobilidade urbana no entorno.

A legislação municipal prevê que proprietários de terrenos são responsáveis pela limpeza e conservação dos lotes, justamente para evitar problemas como os que hoje afetam essa área central da cidade. Quando isso não ocorre, o poder público pode e deve agir, seja por meio de notificações, multas ou limpeza compulsória, com posterior cobrança ao proprietário.

Moradores cobram ações urgentes tanto do proprietário do lote, que permanece inerte, quanto da Prefeitura de Colatina, para que fiscalize, notifique e adote medidas efetivas. Para quem vive ou circula pela região, o questionamento é direto: até quando um lote particular abandonado continuará colocando em risco a segurança de quem transita pelo Centro da cidade?

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