Mesmo com a cidade esvaziada pelas viagens de fim de ano, falta d’água atinge bairros de Colatina

Moradores contestam argumento de “alta demanda” apresentado pelo Sanear e apontam que cidade está esvaziada nesta época do ano

Moradores de Colatina, há dias estão reclamando da falta de água em diversos bairros do município. No bairro São Marcos, uma moradora relatou que está sem abastecimento desde a última terça-feira (30). Segundo ela, na quarta-feira (31), a água chegou a retornar de forma fraca, por menos de três horas, e depois voltou a faltar.

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Em nota, o Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental (Sanear) informou que intercorrências na rede de abastecimento podem estar relacionadas à alta demanda, provocada pelo forte calor que atinge a cidade. O órgão destacou que mantém equipes de plantão, realiza reparos na rede e pediu o uso consciente da água até a normalização do sistema.

“Alta demanda não convence”

Apesar da explicação oficial, moradores questionam o argumento apresentado. Um leitor do Portal de Notícias ES FALA, que pediu para não ser identificado, afirmou que a justificativa não condiz com a realidade do município neste período do ano.

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“Falar em alta demanda agora não convence. Estamos em época de festas, quando milhares de colatinenses viajam, visitam parentes ou passam o réveillon fora da cidade. Colatina fica visivelmente mais vazia. Mesmo assim, a água some. Se com menos gente na cidade já falta, imagina quando todo mundo volta”, criticou.

BAIRROS AFETADOS

De acordo com o Sanear, enquanto os reparos seguem em andamento, alguns bairros podem continuar enfrentando desabastecimento ou baixa pressão. São eles:

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  • Morada do Sol
  • São Miguel
  • Antônio Damiani
  • Novo Horizonte
  • São Marcos
  • Parque dos Jacarandás
  • Carlos Germano (parte baixa)
  • Morro do Café
  • Capa Preta
  • Vicente Soela I, II e III
  • Comunidade Morro Liberato
  • Morro Azul
  • XV de Outubro
  • Campestre

Moradores cobram medidas mais efetivas, principalmente em períodos críticos de calor intenso. Para quem enfrenta dias seguidos sem água, a orientação de “uso consciente” soa insuficiente diante da necessidade básica do abastecimento regular.

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