Colatina amanheceu mais silenciosa nesta terça-feira (6) com a notícia da morte de Emílio Polchera, aos 69 anos, no Paraná. Filho ilustre da cidade, o ex-jogador ajudou a escrever uma das páginas mais bonitas da história do futebol colatinense, levando o nome do município ao cenário nacional com uma carreira marcada por talento, superação e amor ao esporte.
Ainda jovem, Emílio deixou Colatina para perseguir o sonho de viver do futebol. O primeiro grande passo foi dado no Rio Branco Atlético Clube, onde se destacou como meio-campista e rapidamente chamou a atenção do futebol brasileiro. O reconhecimento o levou ao Cruzeiro Esporte Clube, clube pelo qual alcançou o ponto mais alto da carreira ao conquistar o Campeonato Mineiro de 1977, entrando para a história daquela geração vitoriosa.
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Trajetória de um campeão/Redes sociais
A trajetória, porém, também foi marcada por desafios. Uma lesão interrompeu sua sequência no clube mineiro, mas não apagou a qualidade técnica nem a paixão pelo futebol. Em seguida, Emílio defendeu a Associação Atlética Caldense e o Nacional Atlético Clube, mantendo-se competitivo e respeitado nos gramados.
Já mais experiente, retornou a Colatina para defender o time da cidade em um dos períodos mais marcantes do futebol local, entre o fim da década de 1980 e o início dos anos 1990. Sua volta simbolizou não apenas reforço técnico, mas também identidade, inspiração e orgulho para torcedores e jovens atletas da região.
Após encerrar a carreira profissional, Emílio optou por uma vida simples e dedicada ao trabalho. Fixou residência em Itapejara do Oeste, onde passou a atuar na área da piscicultura, mantendo fora dos gramados a mesma disciplina e dedicação que sempre demonstrou como jogador.
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Colatinense que fez do futebol a sua filosofia de vida/Redes sociais
Nos últimos anos, enfrentava uma dura batalha contra um câncer no fígado, que acabou interrompendo sua trajetória de vida. O ex-atleta foi cremado nesta quarta-feira (7), no município de Vitorino.
Fica a dor da perda, mas também o orgulho. Colatina se despede de um filho que nunca esqueceu suas origens e que ajudou a construir a história do futebol da cidade e do país. O legado de Emílio Polchera permanece vivo na memória do esporte e no coração de todos que acompanharam sua caminhada.















