Um pai de família procurou a reportagem do Portal de Notícias ES Fala para relatar um episódio grave e revoltante ocorrido no último domingo (25), por volta das 19 horas, em uma área pública de lazer de Colatina. Segundo o relato, ele, a esposa e os dois filhos — de 8 e 10 anos — foram intimidados por dois jovens, apontados como envolvidos com o tráfico de drogas, enquanto faziam uma caminhada em família.
De acordo com o morador, a família seguia pela avenida, decidiu passar pelo Planetário e seguir até a pracinha próxima à Ponte de Ferro, com a intenção de chegar a um ponto comercial para fazer um lanche. No entanto, ao passarem pelos fundos da área onde anteriormente funcionava um posto policial, foram abordados por dois indivíduos, aparentando cerca de 18 anos.
“Eles disseram que não era para a gente passar mais ali, que aquele local era o ponto de comércio deles de drogas. Falaram que a gente só podia ir até o Planetário e voltar”, relatou o pai, visivelmente indignado.
O homem afirma que, embora ele e a esposa sejam adultos e compreendam a gravidade da situação, o que mais o abalou foi o impacto do episódio sobre os filhos, que até hoje questionam o ocorrido.
“Meus filhos não entendem o motivo da forma como aqueles marginais falaram comigo. Eles perguntam até hoje. Isso é o que mais dói”, desabafou.
Por medo de represálias, o denunciante pediu para não ser identificado, ressaltando que sua preocupação não é apenas pessoal, mas coletiva.
“Não falo só por mim ou pela minha esposa. Falo pelas crianças, pelas famílias. É um absurdo uma área de lazer, que deveria ser segura, estar nessa situação”, afirmou.
Risco à sociedade e afronta ao poder público
O relato apresenta uma realidade preocupante: espaços públicos estariam sendo tomados por criminosos, que se sentem à vontade para impor regras, intimidar cidadãos e afastar famílias de áreas destinadas ao convívio social. A situação representa não somente constrangimento, mas um risco direto à segurança pública, sobretudo de crianças e trabalhadores.
Quando criminosos passam a agir como “donos” de áreas públicas, o que está em jogo é a autoridade do Estado e o direito básico de ir e vir da população.
Diante da gravidade do relato, nasce a cobrança para que as forças de segurança atuem com rigor, presença ostensiva e resposta firme em casos como esse. A ocupação de áreas de lazer pelo tráfico não pode ser tratada como algo normal ou inevitável.















