Uma situação considerada revoltante por familiares chamou a atenção na noite da última sexta-feira 30), em Colatina. Uma idosa de 71 anos, usuária de prótese, sofreu uma queda por volta das 18h30, teve a prótese deslocada e passou a sentir fortes dores, além de apresentar queda de pressão. Mesmo diante do quadro delicado, a família enfrentou dificuldades para conseguir atendimento de emergência.
Segundo o relato de uma amiga que estava com a idosa no momento do acidente, o primeiro contato foi feito com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, a solicitação de socorro não foi atendida. A orientação recebida foi de que a paciente deveria ser levada por meios próprios ao pronto-socorro.
A solicitante explicou que não tinha condições de realizar o transporte, já que não sabia a gravidade da situação da prótese, a vítima sentia dores intensas e apresentava sinais de mal-estar. Ainda assim, não obteve sucesso no pedido de atendimento.
Na sequência, a família acionou o Corpo de Bombeiros, relatando o mesmo quadro clínico. A orientação recebida foi semelhante: levar a idosa até uma unidade de saúde. Os bombeiros informaram que fariam um retorno por telefone, mas, diante da demora, a situação continuou sem solução imediata.
Ainda na tentativa de socorro, foi indicado à família o contato com a ambulância do município. O número foi fornecido, porém, segundo o relato, ninguém atendeu a ligação, mesmo sendo uma sexta-feira à noite.
A filha da idosa também tentou ajuda por meio do plano de saúde. Ao entrar em contato com a Unimed, foi informada de que o serviço não poderia realizar o resgate, pois o atendimento se restringiria a transferências de hospital para hospital.
Diante do agravamento do quadro e da falta de respostas, o esposo da solicitante e o marido da idosa, identificada como Dulcineia Tinelli, se dirigiram até a base de atendimento localizada no bairro Marista. Após novas ligações e insistência, o socorro foi finalmente realizado.
A situação causou profunda indignação na família. “Ficamos de mãos atadas. Ela é uma pessoa maravilhosa, que sempre ajuda os outros, e naquele momento ninguém conseguia ajudá-la”, desabafou a amiga, que acompanhou todo o episódio.
Para os familiares, o caso expõe falhas graves no atendimento de emergência e questiona sobre o suporte oferecido à população, especialmente a idosos, em situações de urgência.















