Um protesto popular bloqueou a linha férrea que liga Belo Horizonte a Cariacica, interrompendo a circulação do trem de passageiros da Vale. A manifestação teve início na tarde deste domingo (1º), na altura do município de Resplendor, e impediu o deslocamento de uma composição que transportava mais de 670 pessoas.
A informação foi confirmada pela própria Vale, que informou estar adotando medidas para garantir a liberação da via e a retomada da operação com segurança. Em nota, a empresa comunicou que a circulação do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas está suspensa nos dois sentidos nesta segunda-feira (2).
Entre os passageiros afetados está a universitária Maria Luiza Neves, de 20 anos, que teve a viagem interrompida por volta das 17h. “Desde então estamos parados na estação de Resplendor. A informação passada pelos funcionários é de que estão tentando negociar com os manifestantes para que possamos seguir viagem”, relatou.
Nota da Vale
Em comunicado oficial, a Vale informou que os passageiros poderão remarcar o bilhete ou solicitar o reembolso do valor pago, no prazo de até 30 dias. Mais informações podem ser obtidas por meio do canal Alô Vale, no telefone 0800 285 7000.
Motivo do protesto
Segundo moradores da região, a manifestação ocorre em oposição à retomada da captação de água do Rio Doce para abastecimento humano. O protesto foi motivado após o município receber um ofício comunicando o encerramento do abastecimento emergencial, adotado desde o rompimento da barragem operada pela Samarco, em 2015, que comprometeu a qualidade da água do rio.
Por meio de nota, a Samarco informou que, conforme previsto no Novo Acordo do Rio Doce, foram realizados testes de tratabilidade da água nos municípios de Itueta e Resplendor. Segundo a empresa, os resultados indicam que a água está dentro dos padrões da legislação brasileira e pode ser consumida após tratamento convencional nas Estações de Tratamento de Água (ETAs).
Ainda de acordo com a mineradora, as análises laboratoriais foram realizadas por laboratórios acreditados por entidades reconhecidas nacionalmente e validadas por auditoria independente que atende ao Comitê Estadual de Minas Gerais, formado pelo Governo do Estado e instituições de justiça que acompanham a execução do Novo Acordo do Rio Doce.















