Um julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em Linhares resultou na condenação de Marcelo Cordeiro, de 36 anos, a 43 anos, dois meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Ele foi considerado culpado por duas tentativas de homicídio contra pai e filho, além de porte ilegal de arma de fogo.
O julgamento ocorreu ao longo de toda a manhã e tarde, começando às 9h e se estendendo até 16h45. Durante a sessão, o Ministério Público, representado pelo promotor Marcelo Ferraz Volpato, sustentou a acusação e pediu a condenação do réu.
A defesa foi conduzida pelos advogados Leandro Victor Paulo Miguel, João Vitor Gomes Corrêa e Gleyce Lara da Conceição Schafel, que buscaram a absolvição do acusado.
Após a decisão do Conselho de Sentença, o juiz Tiago Camata, responsável por presidir os trabalhos, fixou a pena definitiva. O magistrado também determinou que Marcelo Cordeiro permaneça preso, sem o direito de recorrer em liberdade.
Ataque ocorreu no portão da residência
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime aconteceu na manhã de 3 de março de 2022, no bairro Juparanã.
Na ocasião, uma das vítimas — o pai — se preparava para sair para o trabalho quando o filho informou que uma pessoa o chamava no portão da residência. Ao se aproximar para verificar quem estava no local, ele foi surpreendido por disparos de arma de fogo.
Segundo a acusação, o suspeito efetuou os tiros por uma fresta do portão. Durante o ataque, o pai gritou pedindo ajuda ao filho enquanto o atirador continuava disparando. As vítimas conseguiram fechar o portão rapidamente, enquanto o agressor se deslocou para uma parte mais baixa do muro e continuou atirando em direção à casa.
Pai e filho correram para dentro do imóvel e não foram atingidos pelos tiros, sofrendo apenas escoriações durante o momento de desespero para fechar o portão e se proteger.
Reconhecimento do acusado
Ainda conforme a denúncia, o autor dos disparos utilizava capacete, mas acabou sendo identificado quando gritou que havia sido “dedurado”. A viseira do capacete também teria facilitado o reconhecimento.
O Ministério Público destacou ainda que o réu possui extensa ficha criminal, com registros de envolvimento em tráfico de drogas e posse ou porte ilegal de arma de fogo.
Com a decisão do Tribunal do Júri, Marcelo Cordeiro deverá cumprir pena superior a quatro décadas de prisão, inicialmente em regime fechado.














