A morte de Adelia Lamburghini Barbosa, de 44 anos, baleada na tarde deste sábado (14) no bairro São Miguel, em Colatina, provocou revolta entre moradores da comunidade. Após o crime, diversos moradores entraram em contato com o Portal de Notícias ES FALA relatando que o clima de violência já vinha se intensificando na região dias antes da tragédia.
Segundo esses relatos, trocas de tiros atribuídas a disputas entre traficantes já vinham sendo registradas desde a última quinta-feira (12) dentro da comunidade.
Para muitos moradores, o desfecho que terminou com a morte de uma moradora conhecida no bairro acabou sendo interpretado como uma tragédia que poderia ter sido prevista, diante da sequência de disparos que já assustava a população.
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Morte de moradora causa revolta na comunidade/Redes sociais
“Desde quinta-feira a gente já ouvia tiros aqui no bairro. O pessoal já estava com medo de sair na rua. Infelizmente aconteceu o pior”, contou um morador que preferiu não se identificar por receio de represálias.
Comunidade vive clima de medo
Neste domingo (15), o cenário no bairro São Miguel é de tensão e silêncio nas ruas. Muitos moradores relatam que preferiram permanecer dentro de casa, evitando circular pelo bairro após os episódios de violência registrados nos últimos dias.
A rotina da comunidade mudou.
Pais afirmam que crianças estão sendo mantidas dentro de casa, impedidas de brincar nas ruas ou em espaços públicos por medo de novos tiros.
“Hoje ninguém quer deixar os filhos na rua. As crianças ficam perguntando se podem brincar, mas a gente fica com medo”, relatou uma moradora.
Segundo relatos enviados ao Portal ES FALA, a sequência de disparos que vinha sendo ouvida desde quinta-feira aumentou o clima de insegurança no bairro.
Comoção nas redes sociais
A morte de Adelia também provocou grande repercussão nas redes sociais. Amigos, familiares e moradores da comunidade passaram a publicar mensagens lembrando quem era a vítima.
Em uma das homenagens que circulam nas redes, uma pessoa próxima descreveu a moradora como alguém dedicada à fé, à família e à ajuda ao próximo.
“Uma pessoa de bem, que amava a vida das outras pessoas e dos animais que ficam jogados na rua. Mas eu creio em Deus e sei que tudo tem um propósito. Ela morreu fazendo o que gostava. Passamos a manhã na igreja e depois almoçamos por lá com os irmãos de Marilândia. Minha filha Vanessa saiu com outros membros para evangelizar, voltou para a igreja, pegou as flores para guardar e deu essa mal sorte de ser atingida por uma bala perdida.”
A homenagem continua destacando a trajetória da vítima:
“Uma mulher de garra, boa mãe, esposa, irmã e filha, temente a Deus. Tenho certeza que morreu em paz. Isso que conforta o meu coração. O propósito dela era servir a Deus e fez isso até antes de morrer.”
Violência que atinge quem não faz parte dela
Para moradores do bairro São Miguel, o caso marca o momento em que uma disputa violenta entre criminosos ultrapassou os limites e atingiu uma pessoa que não tinha qualquer relação com o crime.
Os relatos enviados ao Portal ES FALA demonstram que a comunidade já vinha convivendo com o medo nos últimos dias, diante dos tiros ouvidos desde quinta-feira.
A morte da moradora transformou esse medo em indignação.
Agora, enquanto a polícia busca identificar os responsáveis pelos disparos, o bairro vive um domingo de ruas mais vazias, portas fechadas e famílias tentando proteger seus filhos de uma realidade que ninguém gostaria de enfrentar dentro da própria comunidade.















