Atenção pais: nova lei restringe acesso de menores às redes sociais e aplicativos

Legislação amplia responsabilidade das plataformas, exige controle de idade e reforça supervisão dos pais

Entrou em vigor nesta semana uma nova legislação conhecida como “ECA Digital”, que estabelece regras mais rígidas para o uso de redes sociais, jogos e aplicativos por crianças e adolescentes em todo o país.

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A norma é considerada uma ampliação do Estatuto da Criança e do Adolescente e traz mudanças importantes voltadas à proteção de menores no ambiente digital, exigindo maior responsabilidade das empresas de tecnologia e reforçando o papel dos responsáveis legais.

Entre os principais pontos da nova lei está a obrigatoriedade de mecanismos mais eficazes de verificação de idade nas plataformas digitais. Até então, o acesso de usuários se baseava, em grande parte, na autodeclaração, o que facilitava o uso irregular por crianças.

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Outra mudança significativa é a exigência de supervisão parental. Pela nova regra, menores de até 16 anos só poderão acessar redes sociais se estiverem vinculados a uma conta de um responsável legal.

Mais responsabilidade para as plataformas

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A legislação também amplia a responsabilidade das empresas de tecnologia, que passam a ter o dever de adotar medidas preventivas para evitar a exposição de menores a conteúdos nocivos, como violência, exploração, assédio e outras práticas abusivas.

Além disso, as plataformas deverão agir com mais rapidez na remoção de conteúdos considerados prejudiciais ao público infantojuvenil.

Para especialistas da área jurídica e órgãos de proteção, a medida representa um avanço importante ao reconhecer que o ambiente digital também faz parte do desenvolvimento de crianças e adolescentes, exigindo o mesmo nível de proteção já aplicado no mundo físico.

Proteção no ambiente digital

A nova legislação também fortalece a atuação de instituições como o Ministério Público, ampliando ações preventivas e educativas voltadas à segurança digital de jovens.

No entanto, especialistas alertam que a eficácia das medidas dependerá da aplicação prática das regras e do engajamento das famílias no acompanhamento do uso da internet pelos menores.

Impacto direto nas famílias

Com a nova lei, pais e responsáveis passam a ter papel ainda mais ativo no controle do acesso de crianças e adolescentes às plataformas digitais, especialmente em um cenário de crescente uso de celulares e redes sociais no dia a dia.

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