Um caso de possível racismo contra um trabalhador da limpeza urbana mobilizou a Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (19), no bairro Fazenda Vitali, em Colatina.
De acordo com o relato da vítima, um auxiliar de serviços urbanos da Prefeitura de Colatina, ele realizava a limpeza da rua com o uso de um soprador quando ouviu reclamações vindas de uma residência próxima. Inicialmente, o trabalhador acreditou que a insatisfação estivesse relacionada à poeira levantada durante o serviço.
No entanto, segundo ele, em determinado momento, a moradora teria se referido a ele com a palavra “macaco”. Diante da situação, o trabalhador questionou a mulher sobre a fala e afirmou que acionaria a polícia, já que considerou a atitude como crime de racismo.
Ainda conforme o relato, a suspeita respondeu que não se tratava de racismo, alegando também ser negra. Após o ocorrido, o trabalhador deixou o local e acionou a Polícia Militar.
Ao ser abordada pelos policiais, a mulher optou por permanecer em silêncio inicialmente e, posteriormente, afirmou que estava limpando a garagem da residência quando percebeu que o serviço havia sido prejudicado pela poeira gerada pelo soprador. Ela declarou que não se lembrava de ter proferido qualquer ofensa racial e negou ter chamado o trabalhador de “macaco”.
Não havia testemunhas no momento da ocorrência.
O caso foi registrado e será encaminhado às autoridades competentes para apuração.
A legislação brasileira considera o racismo crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão.














