Ônibus escolar pega fogo e moradores protestam por segurança em Linhares

Ônibus com alunos chegou a pegar fogo e mais de 150 estudantes enfrentam problemas diariamente

Moradores do assentamento Sezínio Fernandes, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (23) para denunciar as condições críticas do transporte escolar na comunidade.

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A mobilização reuniu famílias e estudantes que, segundo relatos, enfrentam diariamente situações de risco ao utilizar os ônibus escolares. Mais de 150 crianças e adolescentes dependem do serviço para frequentar a escola.

O caso ganhou ainda mais gravidade após um episódio recente envolvendo um dos veículos. De acordo com o representante do assentamento, Equias Rodrigues, um ônibus chegou a apresentar falha mecânica e, em seguida, iniciou um incêndio.

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“O estopim foi quando um ônibus travou a caixa de marcha e, pouco depois, deu um curto-circuito e começou a pegar fogo. Dentro estavam crianças pequenas. Foi uma situação extremamente grave”, relatou.

Apesar do susto, todos os alunos foram retirados com segurança pelo motorista e pela monitora.

Veículos com irregularidades e apreensão

Durante fiscalização, um dos três ônibus vistoriados foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os outros dois foram liberados, mas com prazo de 30 dias para regularização e manutenção.

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Enquanto isso, os veículos devem ser substituídos para garantir o transporte dos estudantes.

Segundo os moradores, os problemas não são recentes, mas se agravaram nos últimos meses. Entre as irregularidades apontadas estão:

  • Superlotação
  • Falta de cinto de segurança
  • Pneus inadequados
  • Portas com defeito
  • Estrutura comprometida pela ferrugem

Falta de manutenção e risco constante

De acordo com a comunidade, o assentamento é atendido por um conjunto de seis ônibus, mas muitos passam dias ou até semanas sem funcionar.

Quando há quebra, não existe substituição imediata, obrigando pais a buscarem os filhos no meio do trajeto.

Além disso, moradores denunciam a ausência de itens básicos de segurança, como extintores, e também a falta de monitores em algumas viagens.

O transporte atende alunos desde a educação infantil até o ensino médio. Mesmo com a escola localizada dentro do assentamento, os ônibus percorrem diferentes localidades, aumentando a necessidade de veículos em boas condições.

Durante o protesto, a Polícia Militar esteve no local e a Secretaria Municipal de Educação enviou um representante, que realizou uma pré-vistoria e reconheceu a precariedade dos veículos.

A comunidade agora pretende formalizar uma denúncia ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e não descarta novas mobilizações.

“Queremos garantir a segurança das nossas crianças. Se não houver resposta, vamos continuar protestando”, afirmou o representante.

Moradores também criticam a gestão municipal pela falta de soluções definitivas para o problema.

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