Obras do Contorno de Fundão na BR-101 devem começar em julho e vão mudar o tráfego na região

Projeto prevê mais de 11 km de intervenções, retirada de veículos pesados do centro da cidade e faz parte de pacote de R$ 761 milhões no Norte do ES

As obras do Contorno de Fundão, na BR-101, devem começar em julho e prometem transformar o tráfego na região Norte do Espírito Santo. A concessionária Ecovias Capixaba já iniciou a negociação de desapropriações de imóveis que serão impactados pela obra.

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O novo trecho será implantado entre os quilômetros 227,3 e 231,9, no município de Fundão, com um total de 11,4 quilômetros de intervenções — sendo 7,3 km de contorno e outros 4,1 km de duplicação paralela à rodovia atual.

O que será construído

O projeto inclui uma série de melhorias estruturais importantes:

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  • Duas pontes
  • Três viadutos
  • Dispositivos de retorno em nível e em desnível

A proposta segue o modelo já previsto para Ibiraçu: retirar o tráfego de longa distância do perímetro urbano, reduzindo a circulação de veículos pesados dentro da cidade e melhorando a fluidez.

Licenciamento e início das obras

Atualmente, o empreendimento está na fase final de licenciamento ambiental. O Ibama já realizou vistoria técnica no local.

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Segundo a concessionária, o início efetivo das obras depende da emissão da licença de instalação:

“Após a emissão da licença ambiental, será autorizada a mobilização das equipes e o início das obras”, informou a empresa.

A previsão de conclusão do Contorno de Fundão é agosto de 2029.

Pacote de R$ 761 milhões na BR-101 Norte

O Contorno de Fundão faz parte de um pacote maior de investimentos na BR-101 Norte, que soma cerca de R$ 761 milhões.

As intervenções incluem mais de 30 quilômetros de duplicação, abrangendo cidades como:

  • Serra
  • Fundão
  • Ibiraçu
  • João Neiva

No trecho entre Serra e Fundão (9,7 km), as obras começaram em fevereiro de 2026 e devem ser concluídas em agosto de 2027. Já o segmento entre João Neiva e Fundão (9,8 km) tem início previsto ainda para este ano, com entrega estimada para 2028.

Desapropriações já começaram

A Ecovias informou que as desapropriações necessárias já estão em fase de negociação com os proprietários, seguindo a legislação vigente e com tratativas individualizadas.

O contrato prevê ainda um Plano de Ação de Reassentamento, com acompanhamento social para famílias impactadas.

Em casos de imóveis localizados na faixa de domínio da rodovia — áreas pertencentes à União — não há previsão de indenização, exceto em situações de vulnerabilidade social, onde pode haver suporte específico.

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