O que deveria ser um passeio de domingo terminou em tragédia e, oito meses depois, ainda sem respostas. A morte de Adriana de Souza, de 37 anos, ocorrida em 21 de julho de 2025, segue sem desfecho judicial, enquanto o principal suspeito — o namorado que dirigia o veículo — continua em liberdade em Colatina.
Segundo relato da filha da vítima, Bianca Grola, Adriana saiu de casa por volta das 13h do dia 20 de julho. O último contato entre elas aconteceu às 15h. Com o passar das horas, a preocupação aumentou.
“Foi chegando a noite e eu fiquei preocupada. Às 22h, ela ficou online, mas não visualizou minhas mensagens”, relembra.
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Crédito redes sociais
Na madrugada seguinte, o pior cenário se confirmou. O veículo Ford Ka branco em que Adriana estava colidiu violentamente contra um poste e a fachada de um supermercado na Avenida Silvio Avidos, no bairro São Silvano.
A FUGA
O que mais revolta a família é a atitude do motorista após a colisão. Segundo os relatos, enquanto Adriana estava presa às ferragens, com ferimentos gravíssimos, o homem abandonou o local sem prestar qualquer tipo de socorro.
“Assim que o acidente aconteceu, ele levantou do lugar dele e foi embora, como se não tivesse acabado com a vida dela. Como se ela não fosse ninguém”, desabafa a filha.
O casal estava junto há pouco tempo, mas se conhecia há mais de 20 anos — o que torna a atitude ainda mais difícil de ser compreendida pelos familiares.
OITO MESES DE ESPERA
Mesmo após a gravidade do caso, a sensação de injustiça permanece:
- Nenhuma prisão: Desde julho de 2025, nenhuma medida mais dura foi tomada contra o suspeito
- Investigação sem avanços: A família afirma que não houve progresso significativo no caso
- Dor permanente: Adriana deixou dois filhos, incluindo uma criança de apenas 10 anos
O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu, que resgataram a vítima em estado crítico. Adriana foi levada ao Hospital Sílvio Avidos, mas não resistiu aos ferimentos.
O impacto da colisão foi tão forte que atingiu a rede elétrica e a estrutura de um estabelecimento comercial, deixando marcas na região que contrastam com a ausência de respostas até hoje.
Diante da falta de desfecho, a família segue cobrando respostas e pede ajuda da população. Informações sobre o caso podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no número 181.














