O aumento no preço do gás de cozinha já começa a pesar no orçamento das famílias de Colatina e impacta diretamente as despesas básicas do dia a dia. Essencial em praticamente todas as residências, o botijão ficou mais caro nas últimas semanas e passou a exigir ainda mais planejamento financeiro dos consumidores.
Atualmente, em alguns pontos da cidade, o gás de cozinha já é vendido por até R$ 130 quando entregue na casa do cliente, refletindo um reajuste recente aplicado pelas distribuidoras.
A alta já altera a rotina dentro dos lares. Moradores relatam que foi preciso adaptar hábitos para conseguir manter as contas em dia. O que antes cabia no orçamento mensal agora exige mais controle e cortes em outras despesas.
O aumento chama ainda mais atenção quando comparado aos valores registrados há poucos meses. Em fevereiro, o preço médio do gás de cozinha no Espírito Santo era de R$ 103,82, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Desde então, os valores vêm subindo de forma gradual.
Em diferentes distribuidoras da cidade, o reajuste foi aplicado de maneira semelhante, com pequenas variações. Em alguns estabelecimentos, o botijão que custava cerca de R$ 103 passou para R$ 110 para retirada no local, enquanto a entrega subiu de R$ 123 para R$ 130.
Já em outros pontos, os preços também acompanharam a elevação: o valor para retirada passou de R$ 100 para R$ 110, e a entrega foi de R$ 115 para R$ 125.
De acordo com distribuidores, o aumento está diretamente ligado aos reajustes repassados pelas companhias fornecedoras. Desde 2024, o gás passou a ser adquirido por meio de leilões realizados pela Petrobras, o que, segundo o setor, tem provocado variações mais expressivas nos preços.
Além disso, fatores como custos de aquisição, logística e o cenário internacional também influenciam no valor final ao consumidor.
Para muitos moradores, a alta só é percebida no momento da compra, o que tem gerado questionamentos. Distribuidores afirmam que têm buscado esclarecer os clientes sobre os motivos do reajuste e garantir transparência nas cobranças.
Enquanto isso, o cenário para os próximos meses ainda é de incerteza. Com o mercado internacional instável, não está descartada a possibilidade de novos aumentos no preço do gás de cozinha.















