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Falta de Rivotril preocupa pacientes e já atinge farmácias de Colatina, Linhares e região

Levantamento do ES Fala mostra desabastecimento nas versões mais usadas; não há previsão imediata de reposição nas drogarias

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Falta de Rivotril preocupa pacientes e já atinge farmácias de Colatina, Linhares e região

O desabastecimento do medicamento Rivotril já afeta diretamente pacientes em Colatina e cidades vizinhas da região Noroeste. O remédio, amplamente utilizado no tratamento de ansiedade, epilepsia e síndromes neurológicas, está em falta principalmente nas versões em gotas (2,5 mg/ml) e sublingual (0,25 mg).

Um levantamento realizado pelo Portal de Notícias ES Fala percorreu mais de 10 farmácias no município de Colatina e não encontrou nenhuma unidade disponível nessas apresentações. Em todos os estabelecimentos consultados, a resposta foi a mesma: não há estoque e também não existe previsão de chegada do produto.

Em uma farmácia localizada na Avenida Getúlio Vargas, no Centro da cidade, um atendente informou que o medicamento está em falta há meses. No local, apenas a versão em comprimido de 2 mg foi encontrada.

Situação semelhante foi registrada em uma drogaria da Avenida Sílvio Avidos, no bairro São Silvano. Segundo o atendente, o produto até chega eventualmente, mas em quantidades muito reduzidas, insuficientes para atender a demanda.

A escassez tem gerado preocupação entre pacientes e familiares que dependem do medicamento para tratamentos contínuos. Em Colatina, há relatos de que alternativas genéricas não têm apresentado a mesma resposta clínica para alguns usuários.

Cenário nacional

O problema não é isolado. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, o desabastecimento do medicamento começou ainda em setembro de 2025 e atinge diversas regiões do país.

A farmacêutica Blanver, responsável pela produção do medicamento no Brasil, informou que a interrupção ocorreu devido à mudança do local de fabricação.

Segundo a empresa, a solução oral passará a ser produzida na Itália, enquanto a versão sublingual será fabricada na Espanha.

Previsão de normalização

A expectativa é que a versão em gotas volte ao mercado ainda neste mês de abril, enquanto a apresentação sublingual deve ter reposição gradual ao longo do primeiro semestre.

Até lá, o cenário segue de incerteza para quem depende do medicamento no dia a dia, reforçando a necessidade de acompanhamento médico para possíveis ajustes no tratamento.

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