Golpe milionário que começou em Vila Valério leva à prisão de suspeitos no Rio de Janeiro

Quadrilha movimentou cerca de R$ 25 milhões em menos de um ano após enganar família de Vila Valério em negociação de veículo

Uma investigação que teve início após um golpe aplicado contra uma família de Vila Valério, no Noroeste do Espírito Santo, levou à prisão de dois suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em estelionato e lavagem de dinheiro. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro.

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Segundo as investigações, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 25 milhões em menos de um ano.

O caso começou após uma família da região perder aproximadamente R$ 400 mil durante a suposta compra de uma caminhonete zero quilômetro, modelo Dodge Ram. Para aplicar o golpe, os criminosos teriam clonado o contato de um vendedor de confiança da vítima e assumido a negociação, criando uma falsa sensação de segurança.

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Convencida de que se tratava de uma transação legítima, a vítima realizou diversas transferências bancárias que totalizaram cerca de R$ 397 mil.

Dinheiro espalhado para dificultar rastreamento

De acordo com a polícia, os valores foram distribuídos em diversas contas de terceiros, estratégia comum para dificultar o rastreamento e a recuperação do dinheiro.

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A partir da denúncia, foi possível mapear o fluxo financeiro e chegar até a base da quadrilha, localizada no Rio de Janeiro.

Operação e prisões

A ação fez parte da Operação Miragem, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Durante a operação, foram presos:

  • Lucas da Conceição Cruz, de 27 anos, apontado como principal alvo da investigação;
  • Gabriel Magalhães Linhares, de 39 anos, detido em flagrante com um celular roubado e também suspeito de participação no esquema.

Além das prisões, a polícia apreendeu carros de luxo e joias, que indicam o alto padrão de vida mantido pelo grupo criminoso.

Os materiais recolhidos, como celulares e documentos, serão analisados para identificar outros integrantes da organização e possíveis vítimas em diferentes estados.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Erick Esteves, o objetivo agora é aprofundar o entendimento sobre o funcionamento da quadrilha.

“Já temos mapeado cerca de R$ 25 milhões movimentados em menos de um ano. As investigações continuam para entender essa engrenagem e retirar esses criminosos de circulação”, destacou.

ES FALA: Com informações de Viviane Machado, do g1 ES

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