Projeto que pode reduzir tarifa do transporte em Linhares segue travado e decisão fica para o fim do mês

População continua pagando a passagem mais cara do Estado enquanto votação é adiada por feriados e trâmites internos

A definição sobre a possível redução da tarifa do transporte público em Linhares deve ficar apenas para o fim de abril. O projeto que prevê subsídio para diminuir o valor das passagens ainda não foi votado pela Câmara Municipal, mesmo após avançar nas primeiras etapas de tramitação.

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A proposta, enviada pelo Poder Executivo, começou a tramitar no dia 23 de março e já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça no dia 31 do mesmo mês. No dia 8 de abril, o tema também foi debatido em audiência pública, reunindo vereadores, representantes das empresas e moradores.

Feriados travam andamento

Apesar do avanço inicial, o calendário legislativo acabou freando o processo. As sessões ordinárias da Câmara acontecem às segundas-feiras, mas não houve reunião no dia 13 de abril, devido ao feriado estadual de Nossa Senhora da Penha.

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Nesta semana, o cenário se repete: não houve sessão na segunda-feira (20) por conta do ponto facultativo relacionado ao feriado de Tiradentes, celebrado no dia seguinte.

Com isso, a expectativa é que o projeto seja colocado em votação apenas na última sessão do mês, prevista para o dia 27.

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Enquanto a decisão não é tomada, os moradores de Linhares continuam arcando com a tarifa mais alta do Espírito Santo no transporte público urbano.

A proposta prevê um desconto de R$ 0,30 nas passagens das linhas urbanas operadas pela empresa Via Norte. Já nas linhas do interior, atendidas pela Unimar, o subsídio pode chegar a até R$ 16,80, dependendo da rota.

Antes de ir ao plenário, o projeto ainda precisa passar por outras comissões da Câmara, como Finanças, Economia, Orçamento e Fiscalização, além da comissão residual.

Cada uma dessas comissões se reúne apenas uma vez por semana. Caso o texto não seja analisado entre quarta (22) e sexta-feira (24), o projeto pode sofrer novo atraso — desta vez por questões internas do Legislativo.

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