Agora

Pais já podem reconhecer filhos pela internet em Colatina; mães também podem iniciar investigação de paternidade online

Novo serviço digital amplia acesso a direitos e busca reduzir número de crianças registradas sem o nome do pai

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Pais já podem reconhecer filhos pela internet em Colatina; mães também podem iniciar investigação de paternidade online

Os Cartórios de Registro Civil de Colatina passaram a permitir que o reconhecimento de paternidade seja feito pela internet, sem a necessidade de deslocamento presencial. A novidade também possibilita que mães iniciem, de forma digital, o processo de investigação de paternidade.

A medida chega em um cenário que ainda preocupa: mais de 110 crianças são registradas por ano no município sem o nome do pai. Desde 2020, esse número já ultrapassa 660 registros apenas com a filiação materna.

Como funciona o serviço

O procedimento pode ser iniciado online por meio de uma plataforma oficial dos cartórios. Tanto o pai quanto a mãe podem dar entrada no pedido de reconhecimento de paternidade de forma eletrônica.

No caso das mães, o sistema permite indicar o suposto pai da criança, dando início ao processo de investigação. A partir dessa indicação, o pedido é encaminhado ao cartório responsável, que segue com os trâmites legais, incluindo eventual análise judicial.

Todo o processo mantém as exigências legais já previstas, como o consentimento das partes envolvidas, garantindo segurança jurídica semelhante ao procedimento presencial.

Direito que impacta diretamente a vida das crianças

O reconhecimento de paternidade garante uma série de direitos, como:

  • Inclusão do nome do pai no registro
  • Acesso a benefícios sociais
  • Direito à herança
  • Possibilidade de pensão alimentícia

Além disso, a regularização fortalece o vínculo familiar e amplia o acesso a políticas públicas.

Apesar dos avanços, o número de crianças sem o nome do pai ainda é significativo, tanto em Colatina quanto no restante do país. Dados apontam que, nos últimos anos, mais de um milhão de recém-nascidos no Brasil foram registrados apenas com o nome da mãe.

A digitalização do serviço surge como uma tentativa de reduzir essa realidade, tornando o processo mais acessível e menos burocrático.

Facilidade e acesso

Com a possibilidade de realizar todo o procedimento online, a probabilidade é que mais famílias consigam regularizar a situação sem enfrentar dificuldades como deslocamento ou burocracia excessiva.

A iniciativa dá o acesso a um direito fundamental e pode contribuir para diminuir, ao longo dos próximos anos, o número de registros sem reconhecimento de paternidade.

Compartilhe esta notícia

Sem comentários

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Mais em Cidades

As notícias da semana no seu e-mail

Todo fim de semana, o resumo do que mais importou em Colatina, no Noroeste e no Espírito Santo. Grátis, e dá para sair quando quiser.