Uma gestante de 20 semanas viveu momentos de desespero após receber um diagnóstico de óbito fetal em uma unidade hospitalar de Colatina, no mês de março deste ano. O caso ganhou repercussão após a confirmação, menos de 24 horas depois, de que o bebê estava vivo, levantando questionamentos sobre possíveis falhas no atendimento médico.
Segundo relato da paciente, o fato ocorreu no dia 9 de março de 2026, durante a realização de um exame de rotina no Hospital São José. De acordo com a mãe, o profissional responsável pelo exame apresentou dificuldades na condução do procedimento, alternando equipamentos e demonstrando insegurança ao longo da avaliação.
Ainda conforme o relato, apesar de o médico ter mencionado durante o exame que percebia movimentos do bebê, o laudo final encaminhado à médica plantonista apontava óbito fetal. Com base nesse resultado, a gestante foi informada de que seria internada imediatamente para iniciar o procedimento de indução do parto.
Diante da notícia, a paciente relatou ter entrado em estado de choque e sofrido uma crise de ansiedade. No entanto, desconfiada do diagnóstico — já que afirmava continuar sentindo a filha se movimentar —, ela decidiu não aceitar o procedimento e deixou a unidade hospitalar por conta própria.
A reviravolta veio no dia seguinte, 10 de março, quando a gestante realizou um novo exame em uma clínica particular. O resultado apontou que o bebê estava vivo, com batimentos cardíacos normais e movimentos ativos.
A situação levanta uma série de questionamentos sobre os protocolos adotados no atendimento:
- A condução técnica do exame inicial;
- A ausência de uma segunda avaliação ou contraprova antes de um diagnóstico tão grave;
- A decisão de iniciar um procedimento sem confirmação adicional.
A família afirma que, apesar do alívio ao saber que a bebê está saudável, o caso deixou marcas emocionais profundas.















