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Caso de criança autista supostamente agredida em van escolar em Colatina ganha novo capítulo com vídeo que revela ação de adulto

Imagens reforçam relato da família e aumentam revolta; caso já está sob investigação da Polícia Civil

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Caso de criança autista supostamente agredida em van escolar em Colatina ganha novo capítulo com vídeo que revela ação de adulto

O caso de uma criança de 8 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que já havia sido denunciado à Polícia Civil, ganhou um novo desdobramento e passou a gerar ainda mais indignação em Colatina.

Um vídeo encaminhado à redação do Portal ES Fala por um leitor mostra o momento em que um adulto trata a criança com brutalidade dentro de uma van escolar. As imagens reforçam os relatos feitos anteriormente pela mãe do menino, que denunciou agressões durante o trajeto até a escola.

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Crédito leitor

Na primeira matéria publicada, a família relatou que o menino chegou em casa machucado, com o uniforme rasgado, chorando e bastante abalado. Segundo a denúncia, ele teria sido agredido por outros alunos após uma discussão por assento, e posteriormente também por adultos responsáveis pelo transporte.

Agora, com a divulgação do vídeo, o caso ganha um novo peso. As imagens mostram uma abordagem agressiva contra a criança, o que gerou forte revolta entre moradores e leitores que tiveram acesso ao conteúdo.

Para preservar a identidade da vítima e dos envolvidos, o material foi editado pela redação, com desfoque nas imagens, seguindo a legislação vigente.

A mãe da criança já havia relatado que o filho apresentava escoriações, hematomas e sinais de abalo emocional. Ela também manifestou preocupação com a segurança e o bem-estar do menino.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá analisar o conteúdo do vídeo como parte do inquérito.

O QUE DIZ A MÃE

Falo como mãe, com a dor de quem recebeu o filho machucado, assustado e violentado por quem deveria protegê-lo. O vídeo que circula mostra o relato dele, com suas próprias palavras. Ele contou o que viveu dentro do transporte e disse que reagiu de forma leve, como uma criança assustada — o que não justifica, de forma alguma, a violência de um adulto.

Meu filho é autista nível 1, tem laudo e é acompanhado por diversos profissionais desde pequeno. O motorista tinha conhecimento de toda a condição dele. Ele é uma criança cuidada, amada e protegida, e eu não vou permitir que distorçam os fatos ou minimizem o sofrimento que ele viveu.

Tenho visto comentários tentando desviar o foco, dizendo que estou “romantizando o autismo”. Isso é preconceituoso. Ser autista não tira de nenhuma criança o direito ao respeito, nem justifica violência.

Meu filho não está sendo romantizado, está sendo defendido. Aqui não se trata de opinião, mas de responsabilidade, proteção e de uma agressão que precisa ser apurada.

Eu seguirei firme. Meu filho não será silenciado. Nenhuma criança merece passar por isso, e quem cometeu ou permitiu essa violência precisa ser responsabilizado.

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