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Ex-prefeito de Cariacica Juninho passa por cirurgia para retirada de tumor no crânio e tranquiliza seguidores

Procedimento foi realizado em São Paulo e durou mais de quatro horas; empresário afirmou que cirurgia foi um sucesso

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Ex-prefeito de Cariacica Juninho passa por cirurgia para retirada de tumor no crânio e tranquiliza seguidores

O ex-prefeito de Cariacica, Juninho, passou por uma cirurgia na cabeça para retirada de um tumor no crânio e usou as redes sociais para tranquilizar amigos, familiares e seguidores sobre seu estado de saúde.

O procedimento foi realizado em São Paulo e, segundo o próprio empresário, teve duração superior a quatro horas. Em um vídeo publicado após a cirurgia, Juninho afirmou que acordou bem e que a recuperação já começou.

“Acordei agora e está tudo bem. Não ficou quase nada torto, amanhã a gente começa a fisioterapia e a anestesia está passando”, declarou.

Juninho também contou que a cirurgia acabou sendo mais longa do que o previsto devido a uma situação identificada pela equipe médica durante o procedimento.

“A cirurgia foi um sucesso e mais demorada devido a uma surpresa ao abrir e ver o tumor. Hoje estou mais lúcido”, disse.

Ele deverá permanecer em São Paulo pelos próximos 15 dias durante o período inicial de recuperação.

O empresário foi diagnosticado em fevereiro deste ano com um tumor classificado como D33.3, conhecido como schwannoma vestibular. Trata-se de uma formação benigna que se desenvolve na bainha do nervo responsável pela audição e pelo equilíbrio.

Apesar de não ser considerado um câncer maligno, o tumor pode provocar sintomas importantes e afetar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Entre os sintomas mais comuns estão perda auditiva, zumbido, tontura e dores de cabeça. Em casos mais avançados, também podem ocorrer paralisia facial, alterações de sensibilidade no rosto e dificuldades motoras.

Segundo o neurocirurgião Rodrigo Azeredo Costa, a maioria dos casos surge de forma espontânea, sem relação hereditária.

“No entanto, há casos associados a síndromes genéticas, como a neurofibromatose tipo II, que aumentam a predisposição ao desenvolvimento do tumor”, explicou o especialista.

Ainda de acordo com o médico, a decisão pelo tratamento cirúrgico leva em consideração fatores como tamanho do tumor, idade do paciente e sintomas apresentados.

A técnica mais utilizada é a microcirurgia, que exige abertura do crânio para retirada da lesão. Em algumas situações específicas, também pode ser utilizada a radiocirurgia, feita com radiação localizada e sem necessidade de cortes.

O especialista destacou ainda que, embora possam existir complicações relacionadas à proximidade do tumor com nervos importantes, quadros mais graves não são comuns e, em muitos casos, podem ser revertidos com reabilitação.

A recuperação costuma ocorrer de forma relativamente rápida, com alta hospitalar entre dois e quatro dias, além de acompanhamento com fisioterapia e exames de imagem.

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