O diretor-superintendente da Ecovias Capixaba, Roberto Amorim, apresentou na última quinta-feira (7) o primeiro esboço do traçado do futuro Contorno de Linhares, obra considerada estratégica para melhorar a mobilidade urbana e retirar parte do tráfego pesado da área central do município.
Embora o trajeto já fosse considerado previsível devido à geografia da cidade, esta foi a primeira vez que o estudo preliminar foi apresentado oficialmente a lideranças locais.
O projeto prevê pontos considerados sensíveis, incluindo a passagem pela Floresta Nacional dos Goytacazes, área de preservação ambiental com mais de 1,4 mil hectares, além da construção de uma nova ponte sobre o Rio Doce.
Por envolver questões ambientais e urbanísticas complexas, o contorno ainda depende de etapas importantes, entre elas a atualização e adequação ao Plano Diretor Municipal (PDM) de Linhares.
Uma das principais dúvidas em relação ao projeto é se o contorno será totalmente construído do zero ou se aproveitará trechos já existentes, como a ES-245, na região de Jataipeba, e a rodovia municipal Alaesse Fiorot, incorporando essas vias à futura estrutura administrada pela concessionária.
A definição é considerada fundamental, principalmente por causa do impacto ambiental. A abertura de novos trechos em áreas de mata pode tornar o processo de licenciamento ainda mais rigoroso.
Em nota, a Ecovias Capixaba informou que o material apresentado é baseado em um estudo antigo e que ainda precisa passar por revisão e atualização para atender às necessidades atuais da região. A concessionária afirmou que os estudos continuam em andamento e que novas informações serão divulgadas conforme houver avanços.
Segundo Roberto Amorim, o projeto do contorno ainda está em fase inicial e depende diretamente da atualização do Plano Diretor Municipal por parte da Prefeitura de Linhares.
Melhorias no trânsito urbano antes do contorno
Enquanto o contorno não é executado, a concessionária informou que já trabalha em soluções emergenciais para melhorar o trânsito dentro de Linhares, que atualmente enfrenta gargalos crescentes de mobilidade.
De acordo com Roberto Amorim, quando o contrato da concessão foi estruturado, o contorno já estava previsto como obrigação futura, o que fez com que não houvesse previsão inicial de investimentos imediatos na área urbana da cidade até 2033.
Diante do crescimento do fluxo de veículos e das dificuldades atuais, a empresa iniciou estudos técnicos em parceria com a Prefeitura para identificar intervenções mínimas capazes de garantir segurança e fluidez no trânsito até a conclusão do contorno.
O levantamento, iniciado entre outubro e novembro do ano passado, já está em fase avançada e conta com apoio de consultorias especializadas.
Entre as soluções estudadas estão implantação de novos semáforos, reforço na sinalização, criação de novas faixas, fechamento de acessos considerados críticos e instalação de rotatórias mais seguras.
Segundo a concessionária, a proposta prevê uma divisão de responsabilidades entre o município e a empresa. As intervenções dentro da faixa de domínio da rodovia ficariam sob responsabilidade da Ecovias, enquanto ações fora desse limite, como mudanças de sentido de vias, ajustes semafóricos e sinalização urbana, seriam executadas pela Prefeitura.
A expectativa é que essas adequações comecem a ser executadas entre o primeiro e o segundo trimestre de 2027, com previsão de conclusão ainda no mesmo ano.















