ES investiga 10 mortes por dengue; Baixo Guandu entre as cidades com casos suspeitos

Com mais de 23 mil casos notificados de dengue em 2026, o Espírito Santo segue monitorando o avanço da doença em diversas regiões do Estado. Entre os municípios em destaque está Baixo Guandu, que atualmente ocupa a terceira posição no ranking estadual de casos prováveis da doença.

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Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o município já soma 962 casos prováveis de dengue neste ano e aparece entre as cidades capixabas com alta incidência da doença. Além de Baixo Guandu, também estão nessa lista municípios como Pancas, Nova Venécia, Boa Esperança, Alfredo Chaves, Alegre e Jerônimo Monteiro.

Outro dado que chama atenção é que Baixo Guandu está entre as cidades onde existem mortes suspeitas em investigação relacionadas à forma grave da dengue. Ao todo, o Espírito Santo investiga 10 óbitos suspeitos em municípios capixabas. Apesar disso, até o momento, nenhuma morte foi oficialmente confirmada pela Sesa em 2026.

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O enfermeiro epidemiologista e referência técnica das Arboviroses do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica da Sesa, João Paulo Cola, explicou que os casos seguem em análise porque os sintomas da dengue podem ser semelhantes aos de outras doenças.

“É necessário investigar para confirmar se realmente foi dengue e entender também o que levou esse paciente ao óbito. Isso permite identificar possíveis falhas na assistência e evitar novas mortes”, destacou.

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Mesmo com os casos em investigação, a Sesa afirma que o Espírito Santo apresenta redução no número de registros da doença em comparação aos últimos anos. Segundo o especialista, o Estado já investigou mais de 20 mortes suspeitas em 2026, mas todas acabaram descartadas para dengue até agora.

A infectologista Rubia Miossi explicou que a queda no número de casos após períodos de grande circulação do vírus é considerada um comportamento esperado. Segundo ela, muitas pessoas foram infectadas nos últimos anos e desenvolveram imunidade para determinados sorotipos da doença.

Ela também destacou que fatores climáticos influenciaram diretamente o cenário atual da dengue no Estado, principalmente pelas mudanças nas chuvas e nas temperaturas registradas neste ano.

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