Vídeo: peixe com enormes feridas é encontrado vivo no Rio Doce e chama atenção de moradores em Colatina

Vídeo gravado na região de Itapina mostra animal agonizando às margens do rio e volta a levantar preocupação entre moradores sobre a situação do Rio Doce

Um vídeo enviado à redação do Portal de Notícias ES FALA chamou a atenção pelo estado de saúde de um peixe encontrado às margens do Rio Doce, na região de Itapina, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo.

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As imagens foram gravadas embaixo da Ponte Fontenelle, nas proximidades da estrada de acesso ao distrito de Itapina, e mostram um peixe da espécie conhecida como Pacumã com grandes feridas espalhadas pelo corpo. O animal aparece agonizando próximo à margem do rio.

Durante a gravação, o homem que encontrou o peixe demonstra preocupação com a situação do animal. De forma empírica, ele chega a comparar as lesões a uma doença grave.

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Peixe com feridas chama a atenção em Itapina, interior de Colatina/Leitor

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“Olha como está esse peixe, o peixe está só o câncer”, comenta no vídeo.

Ainda não há informações oficiais sobre o que teria causado os ferimentos no peixe. No entanto, o caso trouxe entre moradores e pescadores um debate que persiste desde 2015, após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), que despejou milhões de metros cúbicos de rejeitos no Rio Doce.

Ao longo dos últimos anos, moradores da região convivem com dúvidas e desconfianças relacionadas à qualidade da água do rio. Pescadores ouvidos pela reportagem relataram que outros peixes com feridas, deformidades e anomalias já teriam sido encontrados em diferentes trechos do Rio Doce em Colatina. Apesar disso, não existe confirmação de que os casos estejam diretamente ligados a problemas ambientais provocados pela tragédia de Mariana.

Especialistas apontam que peixes podem apresentar feridas por diversos fatores, como infecções causadas por fungos, bactérias ou parasitas, ataques de outros animais, baixa qualidade da água, falta de oxigênio, contato com produtos químicos, estresse ambiental ou mudanças bruscas no ecossistema.

O aparecimento de um peixe ferido, isoladamente, não é suficiente para comprovar um problema ambiental amplo. Entretanto, situações como a registrada no vídeo acabam gerando preocupação justamente pelo histórico de impactos ambientais no Rio Doce.

Entre os sinais que normalmente poderiam indicar um problema maior estão o aparecimento recorrente de peixes mortos ou doentes, alteração na cor ou no cheiro da água, presença de espuma ou resíduos e relatos frequentes de pescadores e moradores ribeirinhos.

Enquanto não há uma um denominador comum sobre o caso, o episódio volta a alimentar discussões entre moradores da região sobre a confiança na qualidade da água do Rio Doce, no consumo de peixes retirados do rio e até mesmo no uso da água para determinadas atividades.

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