A sexta-feira (22) amanheceu mais triste em Colatina. A cidade se despediu de Afrânio Serapião de Souza, fotógrafo que dedicou décadas da sua vida a registrar a história, os rostos, os eventos e as transformações do município. Ele morreu justamente no dia em que completou 90 anos.
Mais do que um fotógrafo, Afrânio foi um guardião da memória de Colatina. Pelas lentes dele passaram gerações inteiras, famílias, festas tradicionais, acontecimentos históricos e momentos simples do cotidiano que acabaram se tornando eternos.
Afrânio chegou à cidade ainda criança, em 1940, vindo de Afonso Cláudio ao lado do pai, atraído pelas oportunidades trazidas pela estrada de ferro. E foi justamente a ferrovia que se tornou uma de suas maiores paixões ao longo da vida. Entre tantos registros marcantes, um dos mais emblemáticos foi o histórico momento da retirada do trem de Colatina, imagem que permanece viva na memória de muitos moradores.
Ao longo dos anos, ele acompanhou a evolução urbana da cidade e transformou sua câmera em testemunha da história colatinense. Seu trabalho acabou se confundindo com a própria identidade do município. São milhares de lembranças espalhadas em álbuns de famílias, arquivos históricos e recordações afetivas de quem teve um momento especial eternizado por ele.
Conhecido pelo jeito simples, respeitoso e apaixonado pela profissão, Afrânio conquistou o carinho e a admiração da população. Nas redes sociais, a Prefeitura de Colatina lamentou a morte do fotógrafo e destacou a importância dele para a memória cultural da cidade.
A despedida de Afrânio representa também a despedida de uma parte importante da história viva de Colatina. Seu legado permanece em cada fotografia, em cada registro e em cada memória preservada através de seu olhar.
O velório acontece nesta sexta-feira, na Capela Municipal, localizada na Avenida das Nações, nº 1682, no bairro IBC. O sepultamento será realizado neste sábado (23), às 10h, no Cemitério São Vicente.















