A Secretaria de Recuperação do Rio Doce representou o Governo do Espírito Santo na 1ª Oficina de Projetos Socioambientais da Bacia do Rio Doce e Áreas Costeiro-Marinhas, realizada em Brasília nesta terça-feira (12) e quarta-feira (13).
O encontro foi promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e teve como objetivo alinhar conhecimentos e estratégias sobre ações ambientais desenvolvidas nos territórios atingidos pelo desastre de Mariana, em Minas Gerais.
Durante a programação, realizada no auditório do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a gerente de Reparação e Recuperação Ambiental da Serd, Juliana Valory, apresentou projetos que estão em andamento no Espírito Santo ao lado da equipe da subsecretaria de Ações Socioambientais, Saneamento e Infraestrutura.
Entre as iniciativas destacadas estão o programa Reflorestar Doce, voltado à recuperação ambiental das áreas atingidas, com ações de recomposição florestal, recuperação de nascentes e áreas degradadas, além do projeto IntegraCAR, que busca fortalecer o Cadastro Ambiental Rural nos municípios impactados pelo desastre.
A equipe também apresentou investimentos realizados na estrutura da Polícia Ambiental, incluindo reforço na frota de veículos e embarcações, além de ações de monitoramento da biodiversidade e fortalecimento das Unidades de Conservação atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão.
Além da Serd, representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos participaram das discussões técnicas em Brasília.
Segundo Juliana Valory, o alinhamento entre os órgãos é fundamental para fortalecer os resultados das ações ambientais desenvolvidas no território atingido.
“O Estado do Espírito Santo está comprometido com ações de restauração florestal e recomposição da biodiversidade. No entanto, nenhum desafio dessa magnitude pode ser superado de forma isolada. Esta primeira oficina marca o compromisso conjunto entre as instituições do Espírito Santo, de Minas Gerais e da União em torno de um objetivo comum”, afirmou.
Representantes do Ibama, do ICMBio, do Ministério do Meio Ambiente e do Governo de Minas Gerais também apresentaram projetos e iniciativas executadas nas áreas atingidas pelo desastre.
Ao final da oficina, será elaborado um relatório com os principais encaminhamentos e estratégias para ampliar a cooperação entre os órgãos envolvidos, fortalecer a implementação do Novo Acordo do Rio Doce e promover maior integração das ações socioambientais.















