A implantação do Sistema de Transmissão Asa Branca, da ENGIE Brasil Energia, promete trazer impactos econômicos e estruturais para municípios do Norte e Noroeste do Espírito Santo. Com investimento previsto de R$ 2,67 bilhões, o empreendimento atravessará 16 cidades capixabas, incluindo Colatina, Linhares, Marilândia, Rio Bananal, João Neiva, Nova Venécia e São Mateus.
O projeto recebeu licença de instalação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e prevê a construção de aproximadamente 666 quilômetros de linhas de transmissão entre os estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, além da ampliação de subestações associadas.
Segundo a ENGIE, a obra deverá gerar cerca de 4 mil empregos diretos durante a fase de implantação, movimentando diversos setores da economia regional.
Economia local pode ser beneficiada
A expectativa é que municípios localizados ao longo do traçado da linha de transmissão sejam beneficiados pela contratação de trabalhadores, aumento da demanda por hospedagem, alimentação, transporte e outros serviços.
Com a chegada das equipes responsáveis pelas obras, hotéis, pousadas, restaurantes, supermercados e prestadores de serviços podem registrar aumento na procura, impulsionando a economia local durante o período de execução do projeto.
Além disso, empresas da construção civil e fornecedores de materiais e equipamentos também poderão ser contratados para atender às demandas da obra.
Mais segurança para o sistema elétrico
Outro benefício apontado pelo setor é o fortalecimento da infraestrutura energética da região. O empreendimento foi planejado para ampliar a capacidade de transporte de energia entre o Nordeste e o Sudeste do país, contribuindo para maior estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Na prática, a nova estrutura ajudará a distribuir melhor a energia produzida por fontes renováveis, reduzindo a sobrecarga das linhas existentes e aumentando a segurança do fornecimento elétrico.
Potencial para atrair novos investimentos
Especialistas destacam que a ampliação da rede de transmissão também pode favorecer a atração de novos empreendimentos industriais e agroindustriais para o Norte e Noroeste capixaba.
Regiões com infraestrutura energética robusta costumam ser mais atrativas para empresas que dependem de grande consumo de energia, fator considerado estratégico para o desenvolvimento econômico.
Municípios do Espírito Santo incluídos no projeto
No Espírito Santo, a linha de transmissão passará pelos municípios de Boa Esperança, Colatina, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Linhares, Marilândia, Montanha, Nova Venécia, Pinheiros, Rio Bananal, Santa Leopoldina, São Mateus, Serra, Viana e Vila Valério.
Impactos também exigem atenção
Apesar dos benefícios esperados, o empreendimento também deverá exigir diálogo com proprietários rurais e comunidades localizadas ao longo do traçado da linha.
Como ocorre em obras desse porte, poderão ser necessárias negociações para implantação de torres e faixas de servidão, além da execução de medidas ambientais previstas no processo de licenciamento conduzido pelo IBAMA.
A ENGIE informou que desenvolverá programas voltados à gestão socioambiental, relacionamento com comunidades e mitigação dos impactos causados pela implantação do sistema.









