Primeiro réu é condenado a quase 60 anos de prisão pela morte do ativista Jonas Soprani em Linhares

Julgamento ocorreu nesta terça-feira (16); condenado foi apontado pelo Ministério Público como intermediário do crime ocorrido em 2021

A Justiça condenou Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, conhecido como Juninho Fonseca, a 59 anos e seis meses de prisão pela participação no assassinato do ativista Jonas da Silva Soprani, ocorrido em junho de 2021, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (16), pelo Tribunal do Júri.

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Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Genebaldo atuou como intermediário no crime, sendo responsável por indicar os executores e auxiliar na ocultação de provas após o homicídio.

Os jurados reconheceram a prática de homicídio triplamente qualificado, considerando que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel ou que pudesse resultar perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Além da condenação pela morte de Jonas Soprani, Genebaldo também foi condenado por tentativa de homicídio contra José Roberto Bobbio, que estava no mesmo local do crime e foi atingido por um disparo na perna. Neste caso, o réu também respondeu pelas mesmas qualificadoras atribuídas ao homicídio consumado.

A sentença inclui ainda condenações por porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa.

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De acordo com o Ministério Público, os outros três réus apontados como envolvidos no caso ainda aguardam a conclusão da análise de recursos apresentados pelas defesas ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). São eles: Waldeir de Freitas Lopes, apontado como mandante; Cosme Damasceno, acusado de atuar como intermediário; e José Natalino Santos Mendes, identificado como executor do crime.

Relembre o caso

Jonas da Silva Soprani, de 48 anos, foi baleado em um bar localizado no bairro Novo Horizonte, em Linhares, em junho de 2021.

Após ser atingido por diversos disparos, ele chegou a ser socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) e encaminhado para atendimento hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a ação criminosa, José Roberto Bobbio também foi baleado na perna e recebeu atendimento médico.

Jonas Soprani era conhecido em Linhares por sua atuação nas redes sociais, onde publicava vídeos relacionados à fiscalização de serviços públicos e acompanhava ações da Prefeitura e da Câmara Municipal do município.

Com a condenação de Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, a Justiça conclui o primeiro julgamento relacionado ao caso que ganhou grande repercussão em Linhares e na região Norte do Espírito Santo.

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