Um professor da rede pública de ensino relatou ter sofrido um acidente de moto enquanto se deslocava entre duas escolas no município de Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo. Além das lesões provocadas pela queda, ele afirma que um problema mais grave no ombro só foi identificado cerca de dez dias após o primeiro atendimento médico.
Segundo informações obtidas pela reportagem, o acidente aconteceu quando o educador seguia de Colatina para Marilândia para iniciar o expediente em outra unidade escolar. Ao passar por um entroncamento na estrada que liga a ES-248 ao distrito de Patrão-Mór, ele precisou realizar uma frenagem brusca para evitar a colisão com outra motocicleta que teria acessado a via principal.
Com a manobra de emergência, o professor perdeu o controle da motocicleta e caiu. Apesar do susto, não houve colisão entre os veículos.
Ainda de acordo com o relato, o outro motociclista permaneceu no local, prestou assistência, acionou o serviço de socorro e acompanhou o atendimento até a chegada da ambulância. O professor foi encaminhado ao hospital, recebeu atendimento médico e, posteriormente, a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) foi emitida, já que ele estava em deslocamento entre duas unidades de ensino no exercício de suas funções.
No entanto, mesmo após receber alta, o educador afirma que continuou sentindo fortes dores no ombro direito e enfrentando dificuldades para movimentar o braço. Diante da persistência dos sintomas, decidiu procurar atendimento com um ortopedista particular.
Após novos exames e avaliação clínica, foi constatada uma luxação anterior no ombro direito, lesão que, segundo o professor, não havia sido identificada durante o atendimento inicial.
Com o novo diagnóstico, ele foi encaminhado com urgência ao Hospital Estadual Sílvio Avidos, em Colatina, onde passou por sedação para que a equipe médica realizasse o reposicionamento da articulação.
Desde então, o professor permanece em tratamento ortopédico, utilizando tipoia, fazendo uso de medicamentos e afastado das atividades profissionais. Ele também segue em acompanhamento médico e não descarta a necessidade de novos procedimentos, dependendo da evolução do quadro clínico.










