O empresário colatinense Wenderson Gavassoni de Azevedo, está entre os oito presos durante a nova fase da Operação Recepa, deflagrada na manhã desta quinta-feira (23) pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES). A ação investiga um suposto esquema milionário de sonegação fiscal envolvendo a comercialização de café no Estado.
Além de Colatina, os mandados de prisão foram cumpridos nos municípios de Rio Bananal, Guaçuí e Serra. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Linhares.
De acordo com o Ministério Público, a investigação aponta que o grupo investigado teria estruturado um sofisticado esquema para fraudar o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a comercialização de café produzido no Espírito Santo.
As apurações indicam que empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, teriam sido utilizadas para emitir notas fiscais falsas, simulando operações comerciais e ocultando a verdadeira origem das mercadorias. Segundo o MPES, a estrutura também dificultava o rastreamento das cargas e permitia a movimentação de elevados valores de forma ilícita.
O prejuízo estimado aos cofres públicos estaduais ultrapassa R$ 430 milhões, considerando apenas os anos de 2021 e 2022.
A Operação Recepa é resultado de um trabalho conjunto entre o Ministério Público e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-ES). Os investigados respondem por supostos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Conforme informado pelo MPES, parte dos investigados havia obtido a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. No entanto, após novas diligências, o Ministério Público apontou o suposto descumprimento dessas determinações judiciais, o que motivou o pedido para o restabelecimento das prisões.
O pedido foi acolhido pela Justiça, que determinou a expedição de novos mandados. Até o momento, oito pessoas foram presas nesta nova etapa da operação.
O processo tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, o Ministério Público não divulgou oficialmente a identidade dos demais presos nem das empresas investigadas.
O QUE DIZ A DEFESA
A defesa técnica do Sr. Wenderson Gavassoni de Azevedo informa que discorda da decisão que revogou sua liberdade provisória, por entender que não houve descumprimento das medidas cautelares impostas. A decisão será objeto das medidas judiciais cabíveis, oportunidade em que os fatos serão devidamente esclarecidos perante o Poder Judiciário.
Em respeito ao regular andamento do processo que está em segredo de justiça a defesa não fará outros comentários neste momento.










