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Do falso juiz ao falso chalé: golpes fazem vítimas em Colatina e cidades da região

Os golpes mostram diferentes estratégias usadas para enganar vítimas, com casos envolvendo processos judiciais, bancos, compras pela internet e reservas de hospedagem

Por ES Fala
· 4 min de leitura · Sem comentários
Do falso juiz ao falso chalé: golpes fazem vítimas em Colatina e cidades da região

Golpes com diferentes formas de abordagem vêm fazendo vítimas em Colatina e municípios da região. Registros recentes analisados pelo ES FALA revelam situações envolvendo falso juiz, suposto assistente de advogado, página bancária suspeita, empréstimo consignado não reconhecido, venda pela internet e até reserva de chalé.

Apesar das diferenças, os casos apresentam um ponto em comum: a tentativa de conquistar a confiança da vítima antes de obter dinheiro, acesso a informações bancárias ou algum bem.

Em três dos casos nos quais os valores são informados, os prejuízos ou bens envolvidos chegam a pelo menos R$ 12.645. Se considerado também um empréstimo consignado de R$ 2.225 que um trabalhador afirma não ter contratado, o montante relacionado às ocorrências chega a R$ 14.870.

Falso juiz e prejuízo de R$ 6 mil

Um dos casos aconteceu em Colatina. A vítima havia contratado uma assessoria jurídica relacionada ao financiamento de um veículo e foi informada de que a causa teria sido julgada favoravelmente.

Na sequência, foi direcionada a uma pessoa que se apresentou como sendo o juiz responsável pelo processo. O suposto magistrado teria solicitado um depósito sob a justificativa de “proteção de saldo”, com a promessa de que o dinheiro seria posteriormente devolvido juntamente com o valor da causa.

A vítima realizou inicialmente uma transferência de R$ 4.800 e, depois, outra de R$ 1.200. Após os pagamentos, passou a desconfiar da situação e relatou prejuízo de R$ 6 mil.

Suposto assistente de advogada

Em outro caso registrado em Colatina, a vítima recebeu uma mensagem de uma pessoa que se apresentou como assistente de sua advogada.

Segundo o relato, o contato possuía informações relacionadas a um processo, o que fez a vítima acreditar que estava realmente conversando com alguém ligado à profissional.

Após seguir as orientações recebidas, a vítima constatou que contas bancárias haviam sido acessadas e que diversas transações não autorizadas tinham sido realizadas. O valor total do prejuízo não foi informado.

O método é semelhante ao chamado golpe do falso advogado, no qual criminosos podem utilizar informações verdadeiras sobre processos para tornar a abordagem mais convincente. Autoridades orientam que qualquer pedido de pagamento para suposta liberação de valores judiciais seja confirmado diretamente com o advogado por meio de um canal já conhecido pelo cliente.

Ligação leva comerciante a página bancária suspeita

Uma tentativa de possível fraude também foi relatada por uma comerciante de Colatina. Ela recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como representante de uma instituição financeira e afirmou que a forma de acesso ao sistema bancário havia mudado.

Durante a conversa, o homem orientou a comerciante a acessar um endereço eletrônico. Ela desconfiou da situação, decidiu interromper o procedimento e informou que procuraria pessoalmente a agência bancária.

Após ir ao banco e explicar o ocorrido, a senha de acesso foi alterada. Não há informação de prejuízo financeiro nesse caso.

Empréstimo aparece no salário sem trabalhador afirmar ter contratado

Outro morador de Colatina procurou as autoridades após ser chamado pelo setor de Recursos Humanos da empresa onde trabalha e descobrir a existência de um empréstimo consignado em seu nome.

O contrato seria de R$ 2.225, com cinco parcelas de R$ 561,65. O trabalhador afirmou que nunca solicitou ou autorizou a contratação e disse ainda que o valor do empréstimo não entrou em nenhuma de suas contas bancárias.

Freezer é levado e pagamento não chega

Em Baixo Guandu, uma mulher anunciou um freezer por R$ 4.800 no Facebook. Uma pessoa entrou em contato demonstrando interesse na compra e informou que mandaria outra pessoa buscar o eletrodoméstico.

Um homem compareceu à residência, verificou o freezer e levou o produto. A proprietária ficou aguardando o pagamento combinado, mas o dinheiro não entrou.

Segundo o relato, posteriormente o contato deixou de responder às mensagens e bloqueou a vítima.

Reserva de chalé termina em prejuízo

Em Marilândia, um homem pesquisava pela internet opções de chalés em Santa Teresa quando encontrou uma página com informações sobre uma hospedagem.

Ele entrou em contato pelo telefone divulgado e realizou uma reserva para três dias em outubro, pagando R$ 1.845 por PIX. Após efetuar a transferência, percebeu que poderia ter sido vítima de um golpe.

O caso chama a atenção para os cuidados necessários antes de reservar hospedagens pela internet, principalmente quando o pagamento é solicitado antecipadamente. É importante confirmar se o telefone realmente pertence ao estabelecimento e verificar a autenticidade da página antes de transferir dinheiro.

Informação verdadeira pode tornar golpe mais convincente

Os casos envolvendo processos judiciais merecem atenção especial porque criminosos podem utilizar informações reais para transmitir credibilidade. Em agosto, o Ministério da Justiça apoiou uma operação contra um grupo suspeito justamente de aplicar o golpe do falso advogado contra idosos. A orientação das autoridades é acompanhar processos por canais oficiais e desconfiar de cobranças urgentes via PIX para liberar indenizações, alvarás ou outros supostos valores judiciais.

Para reduzir os riscos, a recomendação é não realizar transferências durante contatos inesperados, evitar acessar links enviados por desconhecidos e confirmar qualquer solicitação diretamente com bancos, advogados, hotéis ou empresas por meio dos canais oficiais.

Quem já realizou uma transferência após cair em uma fraude deve entrar em contato imediatamente com o banco pelos canais oficiais, guardar mensagens, comprovantes e demais registros da negociação e comunicar o caso às autoridades.

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