Casal com ascensão financeira repentina é investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em João Neiva
Operação apreendeu cigarros eletrônicos, celulares, notebooks e dois veículos; investigação aponta suspeita de patrimônio incompatível com renda declarada

Um homem de 31 anos foi preso em flagrante durante uma operação realizada em João Neiva. Ele e a companheira são investigados por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A prisão aconteceu na quinta-feira (27), durante a Operação Sentinela, da Polícia Civil. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca relacionados ao casal, sendo dois em residências e outros cinco em estabelecimentos comerciais.
As buscas ocorreram em uma distribuidora de bebidas, uma lanchonete, um bar e duas lojas de roupas femininas. Em um dos estabelecimentos, foram encontrados 35 cigarros eletrônicos que, segundo a investigação, seriam destinados à comercialização.
A venda, importação e propaganda desses dispositivos são proibidas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diante da apreensão, o homem foi preso em flagrante e autuado por contrabando.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de João Neiva, Ricardo Barbosa, a apuração relacionada ao contrabando será encaminhada à Justiça Federal. As demais investigações envolvendo o casal continuam.
Celulares, notebooks e veículos apreendidos
Durante as buscas, também foram apreendidos celulares e notebooks, que passarão por análise na tentativa de localizar informações que possam contribuir para o avanço das investigações.
Dois veículos utilizados pelos investigados também foram apreendidos. Segundo as informações divulgadas, os automóveis não estão registrados em nome do casal.
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi a evolução financeira dos investigados. De acordo com o delegado Ricardo Barbosa, o casal teria apresentado uma ascensão econômica considerada repentina e passado a manter um padrão de vida que, na avaliação da investigação, não seria compatível com os rendimentos provenientes dos estabelecimentos comerciais.
“Nesses locais, verificou-se que eles têm uma capacidade financeira que não condiz com a realidade. Toda a comercialização não tem nenhum tipo de documento”, afirmou o delegado.
Empresas teriam passado para nomes de familiares
Outro aspecto investigado é a transferência de empresas anteriormente relacionadas ao casal para familiares após o início das apurações.
Segundo Ricardo Barbosa, uma das empresas teria passado para o nome da irmã da mulher investigada, enquanto um bar teria sido transferido para o avô dela.
“Depois que a investigação iniciou, eles fragmentaram as empresas entre parentes. Uma empresa passou a pertencer à irmã dessa investigada e um bar passou a pertencer ao avô da investigada. Então, a gente está vendo que eles estão pulverizando as empresas entre familiares na tentativa de esconder esse patrimônio”, declarou.




