Morador de Colatina relata extorsão com suposto vídeo íntimo e cobrança de US$ 1,6 mil em Bitcoin
Criminoso estaria usando suas fotos no Telegram e fazendo ameaças para exigir pagamento em criptomoeda

Um morador de Colatina relatou estar sendo alvo de uma possível tentativa de extorsão envolvendo um suposto vídeo íntimo e a cobrança de US$ 1.600 em Bitcoin. O caso foi relatado nesta terça-feira (1º), no bairro Honório Fraga.
Segundo uma fonte que entrou em contato com a nossa redação, um homem desconfia que seu telefone possa ter sido invadido após descobrir que uma pessoa estaria se passando por ele no Telegram e utilizando suas fotografias.
Segundo informações a vítima disse que nunca teve uma conta no aplicativo. Ao instalar o Telegram para verificar a situação, teria sido solicitado que realizasse um novo cadastro, indicando que não havia uma conta associada normalmente ao aparelho.
Além disso, uma pessoa passou a enviar mensagens para o Instagram da esposa do morador, alegando possuir informações pessoais sobre ele e exigindo dinheiro para apagá-las.
Suposto vídeo íntimo é usado nas ameaças
A situação ficou ainda mais preocupante quando o responsável pelas mensagens afirmou possuir um vídeo íntimo do casal. Segundo o morador, o arquivo existiria, mas nunca teria sido enviado ou compartilhado com terceiros.
Nas mensagens, o suspeito insistiria no pagamento e também teria feito ameaças de divulgar acusações contra a vítima caso o dinheiro não fosse entregue. O morador nega as acusações feitas durante as tentativas de intimidação.
Ele também relatou que passou a receber diversos e-mails, alguns escritos em inglês e outros até em japonês. Apesar da mudança de idioma, as mensagens teriam algo em comum: a exigência do pagamento de US$ 1.600 em Bitcoin.
O morador disse ainda ter tomado conhecimento de que outras pessoas teriam enfrentado situações semelhantes.
Não há, até o momento, confirmação de que o celular tenha efetivamente sido hackeado nem de como os responsáveis pelas mensagens teriam conseguido acesso às fotografias ou ao suposto vídeo.
Uma fonte ouvida pelo ES FALA orientou que, diante de situações semelhantes, a vítima não realize pagamentos nem clique em links enviados por desconhecidos, além de preservar mensagens e outras evidências que possam auxiliar na apuração do caso.




