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Caso Mariana: Justiça inglesa decide disputa sobre advogados dos atingidos; veja o resultado

ribunal não reconheceu o direito do Comitê de Clientes de escolher a representação jurídica em nome de todos os atingidos. BGI manifesta decepção e avalia próximos passos.

Por ES Fala
· 3 min de leitura Atualizado · 1 comentário
Caso Mariana: Justiça inglesa decide disputa sobre advogados dos atingidos; veja o resultado

A Justiça inglesa não reconheceu o direito do Comitê de Clientes de escolher a representação jurídica em nome de todos os atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), que participam da ação judicial contra a mineradora BHP, na Inglaterra.

O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (12 de outubro), por meio de uma nota à imprensa encaminhada pelo escritório Bailey Glasser International (BGI), que manifestou decepção com o entendimento do tribunal.

A decisão representa um revés para o comitê, que defendia mudanças na condução da representação jurídica dos atingidos. A disputa envolve o escritório atualmente responsável pelo processo, o PGMBM, anteriormente conhecido como Pogust Goodhead.

O desdobramento interessa diretamente aos participantes da ação inglesa que vivem em Colatina, Baixo Guandu e outros municípios atingidos pelo desastre ambiental na Bacia do Rio Doce.

Tribunal não acolheu posição defendida pelo Comitê de Clientes

De acordo com a manifestação divulgada pelo BGI, o tribunal não reconheceu a autoridade do Comitê de Clientes para escolher, em nome de todos os atingidos, quem deveria representá-los juridicamente.

A questão estava no centro de uma disputa sobre a condução da ação de Mariana na Inglaterra.

O comitê vinha defendendo a possibilidade de alterar a representação jurídica dos participantes do processo e manifestando insatisfação com a atuação do escritório responsável.

Com o resultado anunciado, a posição defendida pelo comitê não foi acolhida pelo tribunal nos termos apresentados na nota.

Isso não significa, entretanto, que a Justiça inglesa tenha decidido sobre os valores das indenizações ou encerrado os pedidos apresentados pelos atingidos. O resultado divulgado diz respeito à representação jurídica no processo.

BGI manifesta decepção e aponta preocupações com o andamento da ação

Em sua manifestação oficial, o Bailey Glasser International afirmou compartilhar a decepção do Comitê de Clientes diante da decisão.

O escritório destacou que o comitê havia deixado clara sua posição sobre quem deveria representar os atingidos, além de apresentar, repetidamente, preocupações com a condução e os rumos da ação sob a responsabilidade do escritório atual.

Essas críticas integram a posição do comitê e do BGI e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre a atuação do PGMBM.

A manifestação demonstra que as divergências em torno da representação jurídica permanecem, mesmo após o resultado divulgado nesta segunda-feira.

Comitê poderá avaliar novas medidas

Apesar da decisão desfavorável à posição que defendia, o Comitê de Clientes ainda poderá discutir os próximos passos com seus advogados.

Segundo o comunicado, o grupo avaliará cuidadosamente quais medidas poderão ser adotadas, contando com o apoio do BGI.

O escritório também reafirmou seu compromisso com os atingidos e com a busca por justiça.

A nota, entretanto, não especifica quais providências serão consideradas, nem confirma a apresentação de recurso contra a decisão.

Resultado interessa aos atingidos de Colatina e da Bacia do Rio Doce

O rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, provocou uma das maiores tragédias ambientais do Brasil, com consequências que alcançaram o Espírito Santo por meio do Rio Doce.

Colatina e Baixo Guandu estão entre os municípios que sofreram impactos decorrentes da passagem dos rejeitos, especialmente em relação ao abastecimento de água e às atividades ligadas ao rio.

Quase 11 anos depois do desastre, os processos de responsabilização e reparação continuam sendo acompanhados por moradores, trabalhadores e empresas atingidas.

A disputa judicial sobre a representação dos participantes da ação inglesa acrescenta mais um capítulo a essa longa trajetória.

É importante esclarecer que a decisão anunciada não estabelece pagamentos, não define valores individuais de indenização e não significa que os atingidos tenham perdido seus pedidos contra a BHP.

Até o momento, a nota do BGI não apresenta a íntegra da sentença nem detalha todos os seus efeitos jurídicos. O posicionamento do PGMBM sobre o resultado também deverá ser considerado para esclarecer os próximos passos da ação.

O Portal de Notícias ES FALA continuará acompanhando os desdobramentos da decisão e seus possíveis reflexos para os atingidos de Colatina e dos demais municípios da Bacia do Rio Doce.

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1 comentário

  1. Dulcineia dás graças Broseghini vaz

    Eu so quero saber quando nós vomos receber porque já estamos sem men uma informação dos nossos advogados que estão sem falar nada com nós que são clientes deles

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