Barra de São Francisco proíbe lavar carros e calçadas com mangueira; moradores poderão ser multados
Decreto municipal estabelece restrições ao uso da água, prevê advertência para quem descumprir as regras e aplicação de multa em caso de reincidência.

Os moradores de Barra de São Francisco, terão que redobrar os cuidados com o consumo de água. A Prefeitura estabeleceu novas restrições para evitar o desperdício, incluindo a proibição do uso de mangueiras para lavar veículos, calçadas, muros e fachadas de imóveis.
As medidas constam do Decreto Municipal nº 123/2026, divulgado nesta quarta-feira (14), e fazem parte das ações adotadas durante o período de Atenção Hídrica.
Na prática, atividades comuns na rotina de muitas famílias passam a estar sujeitas à fiscalização. O objetivo é reduzir o consumo desnecessário de água e preservar a disponibilidade do recurso durante o período de restrição.
O que os moradores não poderão fazer?
Entre as determinações estão a proibição de lavar carros e motocicletas com mangueiras, além da utilização desse equipamento para limpar calçadas, muros e fachadas.
O decreto também estabelece limites para a irrigação de jardins e gramados, que deverá ocorrer apenas nas primeiras horas da manhã ou durante a noite.
A orientação busca evitar o uso excessivo de água, especialmente nos horários de maior calor, quando a evaporação é mais intensa.
Quem descumprir poderá receber multa
O decreto prevê penalidades para quem desrespeitar as restrições.
Inicialmente, o responsável pela infração receberá uma advertência por escrito. Caso haja reincidência ou descumprimento da advertência, poderá ser aplicada multa equivalente a dez Unidades de Referência (URs).
O valor exato da penalidade em reais depende da cotação municipal da Unidade de Referência, informação que ainda precisa ser confirmada.
Medida interfere na rotina da população
As novas regras exigem atenção tanto de moradores quanto de estabelecimentos que utilizam água em suas atividades diárias.
A restrição à lavagem de veículos com mangueiras, por exemplo, poderá provocar dúvidas entre proprietários de automóveis e comerciantes que trabalham com serviços de limpeza.
Outro ponto importante é a necessidade de esclarecer como será realizada a fiscalização e quais situações poderão ser consideradas exceções às proibições.
As medidas estão vinculadas ao período de Atenção Hídrica, e a população deverá acompanhar as orientações oficiais sobre sua vigência.
1 comentário
- Wanessa
Wanessa, o termo é recuperação da mata ciliar, a vegetação das margens. Para o trecho acima da Cesan, use “rio acima” — “foz” é onde o rio desemboca. Vou usar o formato de texto pronto da habilidade de escrita:
Evitar o desperdício de água é necessário, mas o poder público também precisa fazer a sua parte na preservação dos rios. Estive em Barra de São Francisco em setembro e fiquei triste com o que vi: o rio que corta a cidade com sinais de poluição, margens sem vegetação e trechos sofrendo erosão.
Gostaria de ver a prefeitura, junto à Cesan e aos órgãos ambientais, investir em saneamento básico, coleta e tratamento de esgoto, proteção das nascentes e recuperação da mata ciliar, inclusive no trecho rio acima da Cesan, com plantio de árvores e ações para conter a erosão.
A população precisa economizar, e o poder público precisa cuidar das fontes dessa água. Que essa preocupação também se transforme em um trabalho permanente de recuperação dos nossos rios.




