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Crise em abrigo de Baixo Guandu mobiliza PM e Samu e revela dificuldades no atendimento a adolescentes

Situação de emergência exigiu intervenção policial e transferência de jovem para hospital especializado em Vila Velha. Responsável pela instituição relatou preocupação com a falta de estrutura para atender casos mais complexos.

Por ES Fala
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Crise em abrigo de Baixo Guandu mobiliza PM e Samu e revela dificuldades no atendimento a adolescentes

Uma situação de emergência em uma instituição de acolhimento de crianças e adolescentes mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na tarde desta quinta-feira (15), em Baixo Guandu. O episódio terminou com o encaminhamento de um adolescente para atendimento especializado em um hospital de Vila Velha.

Segundo informações recebidas pelo ES FALA, a mobilização começou após profissionais da instituição solicitarem ajuda diante de uma crise comportamental apresentada por um dos jovens acolhidos. A situação gerou preocupação com a segurança do próprio adolescente, dos funcionários e de outras pessoas presentes no estabelecimento.

Durante o episódio, houve danos a objetos da instituição. O adolescente também deixou o local, sendo necessária a mobilização de equipes para encontrá-lo e garantir sua segurança.

A situação exigiu cuidados especiais, principalmente diante dos riscos à integridade física do jovem.

Adolescente precisou ser encaminhado para atendimento especializado

Após ser localizado nas proximidades do terminal rodoviário de Baixo Guandu, o adolescente recebeu assistência das equipes mobilizadas.

O Samu foi acionado e realizou o encaminhamento para avaliação médica na rede de saúde do município.

Posteriormente, diante da necessidade de acompanhamento especializado, o jovem foi transferido para o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), localizado em Vila Velha, na Grande Vitória.

A atuação envolveu profissionais da segurança pública, da saúde e da rede de proteção à infância e à adolescência.

Instituição relata dificuldades para atender situações mais complexas

Um dos aspectos que mais chamam atenção no caso é a preocupação manifestada pela responsável pelo serviço de acolhimento.

Segundo as informações, ela relatou que a instituição enfrenta dificuldades para oferecer o atendimento adequado às necessidades específicas apresentadas pelo adolescente.

A responsável também demonstrou preocupação com a segurança dos profissionais e dos demais acolhidos, considerando situações anteriores que exigiram intervenções.

O relato levanta uma questão importante sobre as condições oferecidas às instituições que recebem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, especialmente quando há necessidade de acompanhamento especializado e atuação conjunta de diferentes serviços públicos.

Caso chama atenção para a rede de proteção

O acolhimento institucional é uma medida de proteção destinada a crianças e adolescentes que, por diferentes circunstâncias, necessitam de cuidados temporários fora do ambiente familiar.

Esses serviços precisam garantir segurança, acompanhamento e condições adequadas de desenvolvimento, respeitando as necessidades individuais de cada acolhido.

Em situações mais complexas, a articulação entre assistência social, saúde, Ministério Público e demais órgãos da rede de proteção torna-se fundamental para assegurar atendimento adequado.

O fato ocorrido em Baixo Guandu, representantes da rede de proteção acompanharam os encaminhamentos necessários.

O acontecimento mostra a importância de avaliar se os serviços existentes possuem recursos humanos, estrutura e suporte especializado suficientes para atender jovens que demandam cuidados específicos.

Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde atual do adolescente após o encaminhamento hospitalar.

O ES FALA preserva a identidade do jovem e informações que possam permitir sua identificação, conforme as garantias de proteção estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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