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Richarlison pede investigação da PF sobre Flávio Bolsonaro em disputa por mansão de R$ 10 milhões

Jogador capixaba, natural de Nova Venécia, afirma ter perdido a posse de imóvel de luxo em Angra dos Reis após uma disputa judicial; senador nega irregularidades

Por ES Fala
· 4 min de leitura · Sem comentários
Richarlison pede investigação da PF sobre Flávio Bolsonaro em disputa por mansão de R$ 10 milhões

O atacante Richarlison, natural de Nova Venécia, trouxe novamente à tona uma disputa judicial envolvendo uma propriedade de luxo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17), o jogador pediu que a Polícia Federal investigue um possível envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) no conflito pela posse do imóvel.

Segundo o atleta, ele e seus sócios investiram aproximadamente R$ 10 milhões na propriedade, mas acabaram perdendo a posse após decisões judiciais que favoreceram outra parte interessada no terreno.

Richarlison questiona a rapidez com que a situação foi resolvida judicialmente e sustenta que houve irregularidades no processo. As acusações são contestadas pelos envolvidos, e não há, nas informações apresentadas, confirmação de que a Polícia Federal tenha aberto investigação sobre o caso.

Jogador afirma que recusou proposta de venda

De acordo com Richarlison, o conflito começou depois que ele adquiriu a propriedade e passou a receber manifestações de interesse de possíveis compradores.

Entre os interessados, segundo o relato do atacante, estaria o senador Flávio Bolsonaro.

O jogador afirma que não aceitou negociar o imóvel e que, posteriormente, outras pessoas passaram a reivindicar judicialmente a posse da área.

Em sua manifestação, Richarlison disse acreditar que a propriedade foi tomada de maneira irregular, utilizando a expressão “na mão grande” para descrever o que considera ter acontecido.

O atleta também citou o empresário e advogado Willer Tomaz, apontado como pessoa próxima ao parlamentar, e questionou a velocidade de uma decisão judicial que, segundo ele, teria ocorrido em aproximadamente 24 horas.

Essas declarações representam a versão apresentada pelo jogador e não constituem comprovação de interferência política ou de ilegalidade nas decisões judiciais.

Disputa pela propriedade começou em 2020

O imóvel está localizado em Angra dos Reis, região turística do litoral fluminense, e possui características de alto padrão, incluindo uma cachoeira particular.

A negociação envolvendo Richarlison e seus sócios começou em 2020.

Dois anos depois, em 2022, surgiu uma disputa possessória movida pela empresa M Locadora, que alegou possuir direitos anteriores sobre a área, com origem na década de 1980.

A empresa foi representada por um advogado associado a Willer Tomaz.

O conflito passou por diferentes etapas judiciais, com decisões relacionadas à posse da propriedade.

Conforme as informações disponíveis, decisões do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e de instâncias superiores reconheceram a posse em favor da parte adversária ao jogador.

Processo foi encerrado sem análise do mérito

Um dos aspectos importantes do caso envolve o encerramento de uma ação judicial em outubro de 2025.

Segundo informações atribuídas à Justiça do Rio de Janeiro, o processo foi extinto sem julgamento do mérito após a renúncia de uma das partes, envolvendo a Yta Consultoria, a Sport 70 Intermediação de Negócios e Renato Rocha Velasco, vinculados à negociação do atleta.

Em janeiro de 2026, após o trânsito em julgado, o processo foi arquivado.

A extinção sem julgamento do mérito significa que aquela ação terminou sem uma decisão definitiva sobre o direito material discutido nela. Esse encerramento não deve ser confundido com a conclusão de todas as questões jurídicas relacionadas à propriedade.

Richarlison, entretanto, mantém os questionamentos sobre a forma como perdeu a posse do imóvel e afirma que não recebeu ressarcimento pelos valores investidos.

Flávio Bolsonaro nega atuação irregular

O senador Flávio Bolsonaro já se manifestou anteriormente sobre a controvérsia, negando qualquer participação irregular no caso.

Segundo a posição atribuída ao parlamentar, sua relação com Willer Tomaz seria de amizade, sem envolvimento indevido na disputa judicial.

Willer Tomaz, por sua vez, sustenta que a aquisição dos direitos sobre a propriedade ocorreu legalmente.

O empresário também afirma ter desembolsado aproximadamente R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais relacionadas ao imóvel e contesta a legitimidade da ocupação anterior.

As versões apresentadas demonstram que há divergências relevantes sobre a origem dos direitos possessórios e a condução do conflito.

Richarlison menciona hospital de Nova Venécia

A disputa também ganhou uma dimensão diretamente ligada ao Espírito Santo.

Richarlison afirmou que, caso consiga recuperar os recursos investidos na propriedade, pretende destinar parte do dinheiro a um hospital de Nova Venécia, sua cidade natal.

A declaração reforça a ligação do jogador com o município do Noroeste capixaba, onde sua trajetória é acompanhada por moradores e admiradores do futebol.

O atleta, que construiu carreira no futebol internacional e na Seleção Brasileira, não informou, no material apresentado, qual instituição receberia os recursos nem o valor que seria destinado à possível doação.

A iniciativa, portanto, permanece condicionada à recuperação do dinheiro e à concretização da intenção anunciada.

Pedido de investigação ainda depende de encaminhamento oficial

O vídeo divulgado por Richarlison reacendeu a discussão sobre uma disputa que se prolonga há anos.

O pedido público para que a Polícia Federal examine o caso não significa, por si só, que exista investigação formal em andamento ou que os envolvidos tenham cometido alguma irregularidade.

A eventual atuação da PF dependerá da existência de elementos que justifiquem sua competência e da adoção dos procedimentos legais cabíveis.

Enquanto isso, permanecem duas posições distintas: de um lado, o jogador afirma ter sofrido prejuízo milionário e questiona as decisões que resultaram na perda da posse; de outro, os representantes da parte adversária defendem a legalidade de seus direitos, enquanto o senador nega atuação irregular.

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