Justiça Eleitoral afasta prefeito de Baixo Guandu após investigação sobre ameaça de demissão de 700 servidores
Lastênio Cardoso também foi proibido de acessar dependências da Prefeitura; operação da Polícia Federal nesta segunda-feira (19) investiga suspeita de coação eleitoral envolvendo apoio a Ricardo Ferraço

O prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), foi afastado do cargo por determinação da Justiça Eleitoral nesta segunda-feira (19), em meio a uma investigação sobre possível coação eleitoral durante a campanha para o segundo turno das eleições ao Governo do Espírito Santo.
A decisão também impede Lastênio de acessar as dependências do órgão público. A medida está relacionada a um vídeo divulgado nas redes sociais em que o prefeito associa uma eventual derrota do candidato Ricardo Ferraço (MDB) à possibilidade de demissão de aproximadamente 700 trabalhadores da administração municipal, além de consequências para obras e serviços públicos.
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A investigação ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação 1932, com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e uma medida de busca pessoal.
Vídeo sobre demissões provocou investigação
O episódio que deu origem à investigação ocorreu no dia 10 de outubro, quando Lastênio publicou uma gravação de pouco mais de dois minutos em suas redes sociais.
No vídeo, o prefeito pediu votos para Ricardo Ferraço e afirmou que uma eventual derrota do candidato poderia comprometer a manutenção de cerca de 700 postos de trabalho ligados à Prefeitura de Baixo Guandu.
Ele também mencionou possíveis dificuldades para a continuidade de obras municipais e do transporte escolar.
As declarações passaram a ser analisadas por levantarem suspeitas de utilização da estrutura administrativa e de vínculos de trabalho como instrumentos de pressão eleitoral.
A gravação foi posteriormente retirada do perfil do prefeito, após a repercussão das declarações na imprensa.
Operação da Polícia Federal recolhe materiais de campanha
Durante a operação realizada nesta segunda-feira, foram apreendidos materiais de propaganda eleitoral, que deverão passar por análise e exames periciais.
A investigação também procura esclarecer a possível utilização de um evento público para promover propaganda eleitoral.
As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), após manifestação favorável da Procuradoria Regional Eleitoral.
Entre os possíveis crimes investigados estão a coação eleitoral praticada por servidor público e a utilização de serviços públicos em benefício de organização política, condutas previstas no Código Eleitoral.
Prefeito fica afastado do cargo
A determinação judicial representa um desdobramento importante da investigação, já que atinge diretamente o exercício do mandato do prefeito de Baixo Guandu.
Além do afastamento, Lastênio está impedido de acessar as dependências do órgão público, conforme a medida divulgada.
O TRE-ES informou que o procedimento tramita sob sigilo, o que limita a divulgação de outros detalhes da decisão.
O afastamento é uma medida judicial adotada durante a investigação e não representa condenação definitiva.
Lastênio deve se pronunciar nesta terça-feira
Procurado pela imprensa para comentar a operação e a decisão judicial, Lastênio Cardoso informou que pretende se manifestar nesta terça-feira (20).
Até a divulgação das informações, não havia sido apresentada uma manifestação detalhada do prefeito sobre as medidas determinadas pela Justiça Eleitoral.
O caso ocorre na reta final da campanha
1 comentário
- Edson Carlos Gomes
Na minha opinião o prefeito deve respeitar os munícipes e principalmente os funcionários públicos, uma vez que a fala traz constrangimento para coagir os funcionários públicos a votarem no político de sua preferência é totalmente errada , deve ser investigado e até mesmo se possível a sua cassação caso haja algo mais grave.




