O que está por trás da prisão de médico em Ecoporanga: disputa por herança, gado e medida protetiva
Tolentino Ferreira de Freitas Filho teve a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira (21). Ele é acusado de descumprir medida protetiva concedida a uma familiar há cerca de seis meses.

Uma disputa familiar envolvendo a divisão de uma propriedade rural e a retirada de cabeças de gado ganhou um novo desdobramento na Justiça em Ecoporanga, no Noroeste do Espírito Santo.
O médico Tolentino Ferreira de Freitas Filho, de 68 anos, continuará preso após decisão tomada nesta quarta-feira (21 de outubro). Durante audiência de custódia, o juiz Ewerton Nicoli converteu a prisão em flagrante em preventiva.
A decisão está relacionada ao suposto descumprimento de uma medida protetiva de urgência concedida a uma familiar do médico. A determinação judicial estava em vigor havia aproximadamente seis meses.
Conflito envolve gado e divisão de propriedade
O episódio que resultou na prisão aconteceu na segunda-feira (20), quando o médico teria ido até uma propriedade rural onde reside a familiar protegida pela decisão judicial.
Segundo o relato apresentado pela mulher, Tolentino foi ao local com a intenção de retirar cabeças de gado que estavam sob a responsabilidade dela.
O desentendimento teria origem na divisão de uma propriedade rural da qual os dois são herdeiros.
A mulher também afirmou que foi chamada de “ladra de gado” e que o médico teria dito que resolveria a situação “por bem ou por mal”.
Essas declarações fazem parte do relato da familiar e não devem ser confundidas com fatos já comprovados judicialmente.
Medida protetiva já estava em vigor
O ponto central do caso, do ponto de vista judicial, é a existência de uma medida protetiva anterior ao episódio ocorrido na propriedade rural.
A ordem havia sido concedida aproximadamente seis meses antes e continuava válida quando aconteceu o novo desentendimento.
Após o episódio, Tolentino foi levado à Delegacia Regional de Barra de São Francisco, onde acabou autuado em flagrante pelo descumprimento da medida protetiva de urgência.
Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional.
Na audiência de custódia desta quarta-feira, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão, agora na modalidade preventiva.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação definitiva. O caso ainda deverá seguir os procedimentos judiciais cabíveis.
Identidade da familiar é preservada
A relação específica de parentesco entre o médico e a mulher não foi divulgada, como forma de preservar a identidade da pessoa beneficiada pela medida protetiva.
Também não foram apresentados detalhes sobre o andamento da disputa pela herança ou eventual decisão judicial relacionada à propriedade e aos animais.




